Menu
Brasília

Coral da UnB é um patrimônio imaterial

Arquivo Geral

17/09/2013 8h00

Quando dois estudantes do Departamento de Música da Universidade de Brasília se uniram para criar um coral no início dos anos 1980, eles não imaginavam que daria tão certo. “O Frederico Lins Brasiliense tinha o poder de atrair atenção. Ele chamou os alunos e eu comecei a ensaiar”, conta David Junker, professor do departamento. A primeira apresentação aconteceu no dia 18 de maio de 1981. O Coral da UnB se apresentou no Teatro de Arena, com um grupo de 300 estudantes de diversos cursos da universidade. “Todos leigos”, lembra o regente. Após 32 anos de aprimoramento, o trabalho colhe frutos diários e foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal. 

 

A representatividade do coral em Brasília e em festivais e concursos internacionais incentivou o deputado distrital Aylton Gomes (PR) a elaborar a Lei 5.155/13, que atribui o status de patrimônio. “Fazer o registro é garantir às futuras gerações o contato com as origens de nossos   costumes”, defende o deputado. A lei foi sancionada  em 19 de agosto deste ano.

 

O coral se afinou através dos anos. O repertório ficou mais difícil e o número de coralistas diminuiu. “Em 1983, éramos de 40 a 50. Tínhamos ensaios regulares duas ou três vezes de segunda a sexta e também no fim de semana”, diz David Junker. Passados 32 anos desde os primeiros ensaios, o Coral da UnB já registrou a participação de mais de mil coristas em suas formações. O grupo se apresentou em nove países da Europa e das Américas e conquistou alguns ouvidos nessa trajetória.

 

“Em 2009, estávamos fazendo um festival     na França. Uma senhora  veio nos questionar se éramos profissionais, como funcionava nosso trabalho”, conta o regente Éder Camúzis. A mulher   os seguiu por outras três cidades.

 

 

Falta registro formal

 

Apesar do título estabelecido em Lei, o Coral da UnB ainda não possui registro na Subsecretaria do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Suphac) do DF. “Para isso acontecer é necessário que haja a manifestação de algum membro da sociedade ou do poder público junto à Suphac”, explica o servidor Luciano Antunes. 

 

Enquanto o trâmite usual não ocorre, o Coral da UnB não pode usufruir do benefício de um plano de salvaguarda gestado pela Suphac, que estabelece mecanismos de preservação do patrimônio.

 

O DF possui sete registros de Patrimônio Cultural Imaterial. São eles: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc), Clube do Choro, Bumba meu boi de seu Teodoro, Ideário pedagógico de Anísio Teixeira, Via Sacra ao Vivo de Planaltina e Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado