A análise da amostra B (contraprova) dos testes antidoping realizados nos quatro cavalos suspensos preventivamente pela Federação Eqüestre Internacional (FEI) durante os Jogos Olímpicos de Pequim confirmou a presença de substância proibida nas montarias. Com isso, a Noruega pode perder a medalha de bronze conquistada por equipe no salto.
Entre as montarias excluídas estava Chupa Chup, do brasileiro Bernardo Alves, que foi proibido de disputar a final individual e a do norueguês Tony Andre Hansen. O destino da medalha será definido na próxima semana durante uma série de audiências programadas em Lausane, na Suíça.
Além dos quatro previamente punidos, a FEI incluiu mais um caso na lista, o cavalo Mythilus, da norte-americana Courtney King, que competiu no adestramento. A montaria teve positivo para felbinaque, um antiinflamatório utilizado no alívio de dores. Os demais casos foram para capsaicin, um derivado da pimenta, utilizado para aliviar dores reumáticas.
Na ocasião da punição, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e Alves informaram que o produto estava presente em um gel utilizado para massagear o cavalo. Segundo eles, o artigo estava sendo usado há algum tempo e nunca havia apresentado problema em outros controles de dopagem.
Caso a Noruega seja punida por causa do conjunto, a Suíça herdará a terceira colocação no pódio. Esta é a segunda Olimpíada consecutiva que o pódio das provas de salto sofre alterações por causa de doping.
Em Atenas-2004, infrações mudaram tanto a classificação por equipes quanto a individual. Na ocasião, a Alemanha foi prejudicada no grupo enquanto o brasileiro Rodrigo Pessoa teve a prata transformada em ouro após a punição do conjunto irlandês.
O painel antidoping da FEI receberá as evidências e explicações de cada um dos implicados e seus três membros decidirão sobre a necessidade ou não de punir os conjuntos.