A seleção brasileira feminina de vôlei tentará chegar pela primeira vez a uma decisão olímpica em Pequim. Após não passar das semifinais nos três últimos Jogos, quando perdeu para Cuba em 1996 e 2000 e para a Rússia em 2004, o objetivo é confirmar o favoritismo adquirido com o recente título do Grand Prix para ganhar mais do que os bronzes de Atlanta e Sidney.
As primeiras adversárias, no entanto, não deverão oferecer resistência ao Brasil. Antes de enfrentar as temidas russas, italianas e sérvias (e também as frágeis cazaquistanesas) pelo grupo B da competição, a equipe do técnico José Roberto Guimarães deverá estrear com facilidade contra a Argélia, à 1h30 (horário de Brasília) deste sábado.
“Caímos em um grupo dificílimo. Rússia, Itália e Sérvia são muito fortes. Já nas quartas-de-final, temos a chance de enfrentar outra pedreira”, disse o comandante, pregando humildade às brasileiras. “O título do Grand Prix foi importante, mas a verdade é que o intuito da competição era treinar. Agora é página virada. Temos um grupo de jogadoras experientes, mesclando com a juventude. Essa versatilidade é o nosso grande destaque”, definiu.
Em Pequim, José Roberto Guimarães conta com o auxílio da psicóloga Sâmia Figueiredo para dar fim às decepções olímpicas. O técnico é o primeiro a transmitir confiança às atletas. “No último ciclo olímpico, pudemos testar as jogadoras, que participaram dos principais torneiros da temporada. Chegamos perto da meta de 150 jogos e de um aproveitamento excepcional, que beirou 88% de vitórias. Mas todo trabalho que fizemos foi com vistas a esse momento. Estrearemos nos Jogos Olímpicos com uma condição legal”, assegurou.