O brasiliense vai pagar menos pela energia elétrica a partir desta terça-feira (26). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o índice de revisão tarifária da Companhia Energética de Brasília (CEB) e baixou as taxas. A redução média das tarifas foi de 2, dosage 91%. A conta de luz do consumidor residencial, no entanto, poderá ficar até 3,26% mais
Na prática, o reajuste será aplicado de forma diferenciada por classe de consumo. Hoje, uma família de classe média que consome até 270 KWh por mês paga R$ 99,18. Com a nova taxa, o valor da conta no fim do mês cai para R$ 96,21. Uma economia de -2,99%.
O desconto é ainda maior para a população de baixa renda, que soma mais de 50 mil residências no DF. Uma casa com consumo médio de 79KWh por mês paga hoje R$ 14,21. Com a redução, esse valor vai para R$ 13,78. Nesse caso, a redução chegou a 3,03%. Os índices também variam para as empresas. Uma padaria que consome 841KWh por mês teria o valor da conta reduzido de R$ 296,15 para R$ 287,65, com baixa de 2,87%.
Para as indústrias, entretanto, a revisão pode aumentar ou diminuir a conta de luz e vai variar entre uma queda de 1,17% e alta de até 2,01%.
Segundo o presidente da CEB, José Jorge de Oliveira, a redução das tarifas ocorreu porque nas análises da Aneel, os custos e receitas da empresa foram compatíveis. Os percentuais negativos refletem ganhos de produtividade da empresa e redução do custo médio de capital. Nesse caso, a agência reguladora levou em conta o aumento de 8% no número de ligações elétricas no ano passado, que trouxe crescimento na arrecadação da CEB. Seguindo essa tendência, a empresa já começou o processo de regularização de mais 50 mil consumidores em Ceilândia.
No entanto, o presidente da CEB faz uma alerta. “A redução das tarifas dá a impressão de que está sobrando energia elétrica. Muito pelo contrário. Esperamos que essa redução não faça com que as pessoas gastem mais. Ainda é preciso ficar atento para a economia”, disse Oliveira. O presidente da CEB também teme que a falta de reajuste positivo para a empresa prejudique os investimentos no futuro. “Nossa única fonte de investimento são as tarifas. Por isso temos que aumentar a produtividade”, completou.