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Brasília

Conheça os procedimentos do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do DF

Arquivo Geral

03/05/2010 6h00

Voar, pairar e salvar. Este é o lema do  3º Batalhão de Busca e Salvamento/Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. O batalhão é responsável pelo resgate aéreo de pessoas em locais de difícil acesso, geralmente atletas de esportes de aventura como rapel, asa delta e trilhas. Veja algumas curiosidades do trabalho do grupo aéreo de resgate:

-A tripulação que fica na aeronave tem um procedimento de segurança que pode assustar os desavisados, mas é utilizado na aviação mundial. Quando o comandante ordena cortar o cabo, o tripulante confirma e realiza o procedimento com um facão, rompendo o cabo preso ao helicóptero. O subtenente Alexandre Henrique Pereira da Silva explica que esse comando é dado em situações em que há risco da queda da aeronave, como fortes rajadas de vento, pane no motor ou quando a maca se prende a um obstáculo, como uma árvore. “Às vezes o bombeiro sobrevive a uma queda de dez metros, enquanto toda a tripulação pode morrer”, disse o subtenente Alexandre.

-Em casos de fraturas, o bombeiro não mexe no membro para evitar romper artérias e tendões, apenas imobiliza a vítima e, no máximo, move um membro para ficar na maca.

-A bolsa de equipamentos de atendimento pré-hospitalar possui um colar cervical, que é usado sempre usado. Talas de imobilização de tamanhos variados, ataduras, gases para combater hemorragias também fazem parte do equipamento. Reanimador manual, para a respiração boca a boca, e um aspirador manual de secreções complementam o equipamento.  O atendimento avançado possui soro, medicamentos e entubações, realizados na aeronave UTI. 

-O resgate só é iniciado quando o comandante  identifica um local seguro para pairar a aeronave. Para isso, faz movimentos horizontais com a palma da mão voltada para cima. Na hora de descer até a vítima, o sinal é feito com a palma da mão voltada para baixo, em um movimento vertical até a perna. Já com a vítima devidamente imobilizada, o socorrista dá o sinal para aeronave  içar a maca de volta, para isso, ele volta a palma da mão para cima e a movimenta para cima.

– Os militares têm seus termos próprios. Pairar é a ordem de manter o helicóptero parado no ar. Técnica mcguire é de retirada vertical das vítimas de um ponto de difícil acesso, onde o aparelho não pousa. Clipar significar engatar os mosquestões em outra peça, como corda e oito. Briefing é a reunião que antecede todas as operações.

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