Eric Zambon
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Os ânimos se exaltaram durante a manifestação contra o projeto que altera a previdência dos servidores do DF, em frente à entrada da Câmara Legislativa. Um professor foi levado pela Polícia Legislativa para prestar esclarecimentos após uma garrafa d’água ter sido atirada da multidão e atingido um vigilante da Casa. A PMDF utilizou spray de pimenta para afastar a turba e um princípio de confusão se formou, por volta das 15h.
“Eles estavam segurando muito a entrada das pessoas para a galeria e teve um empurra-empurra”, relata o diretor do Sinpro-DF, Samuel Fernandes. “A gente ainda aguarda o que vai ser dito, mas, de novo, é a polícia sendo truculenta com servidores”, critica.
A assessoria da Câmara garantiu que não houve detenção e o professor em questão, cuja identidade ainda não foi divulgada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), estaria acompanhado de uma advogada da entidade.
Briga política
Conforme a PMDF, pelo menos 2 mil pessoas protestam no local, entre sindicalistas da área de educação e servidores da Companhia de Saneamento (CAESB). Os parlamentares que ingressaram com um mandado de segurança contra a votação do projeto, Ricardo Vale (PT) e Wasny de Roure (PT), discursaram de cima de um carro de som e alfinetam o governo Rollemberg, interessado na aprovação da matéria.
“O governo precisa ter paciência. Essa matéria está disciplinada no âmbito do Governo Federal”, disparou Wasny, seguido por seu colega de partido. Parlamentares de outras legendas, como Cláudio Abrantes, reforçaram as críticas. “Esse governo nunca vai ter vida fácil se mexer nos direitos dos trabalhadores”, ameaçou.
Na Casa, a sessão que votaria o assunto foi suspensa, o que deixou o presidente Joe Valle (PDT) desgostoso, mas, após a retomada, a matéria foi retirada da pauta do dia.