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Brasília

Comoção e revolta em enterro da vítima de atropelamento em Planaltina

Arquivo Geral

26/12/2012 14h49

Ana Paula Freire

ana.freire@jornaldebrasilia.com.br 

 

Comoção e revolta tomaram conta das quase cem pessoas que compareceram ao cemitério de Planaltina-DF, na manhã desta quarta-feira (26), para acompanhar o enterro da mulher de 52 anos atropelada no última domingo (23). Outras cinco pessoas, dentre elas três crianças, também foram vitimadas no incidente, mas sobreviveram. 

 

A família e a vizinhança estão em choque e cobram previdências da Polícia Civil do Distrito Federal. Parentes da vítima estavam abalados com o ocorrido e preferiram não conversar com a reportagem do Jornal de Brasília.

 

Um amigo próximo da família, que pediu para não ser identificado, considerava a vítima fatal como sua mãe. Para ele, o que interessa agora é que o motorista pague pelo atropelamento. “Todo mundo está muito abalado, sem estrutura nenhuma. É uma situação muito complicada. A família espera justiça”, disse o rapaz.

 Foto: Ana Paula Freire

Enterro em Planaltina-DF foi marcado por revolta e desejo de punição para o motorista


 

O crime


A fatalidade aconteceu por volta das 21h30 de domingo. Seis pessoas estavam em uma calçada no Arapoanga, em Planaltina, quando L.H., de 22 anos, fez uma curva em alta velocidade, perdeu controle do carro e atropelou os pedestres. Depois do acidente, o jovem ainda fugiu do local sem prestar socorro. A senhora de 52 anos morreu e uma criança foi levada em estado grave ao hospital. As outras quatro pessoas ficaram feridas mas possuem estado estável.

 

Moradores ficaram revoltados com o motorista, chegando a apedrejar e tentar queimar o veículo do rapaz. L. se apresentou na última segunda (24), acompanhado do advogado, na 16ª Delegacia de Polícia da cidade e foi liberado após prestar depoimento. 

 

 

Vítimas


As vítimas do atropelamento foram encaminhadas ao Hospital de Base depois de serem inicialmente atendidas no Hospital Regional de Planaltina (HRP).

 

O caso mais grave é o de uma criança de dois anos. Segundo amigos da família, ela está respirando com a ajuda de aparelhos e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Exames serão feitos até o fim do dia para determinar o estado de saúde da menina.

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