Eric Zambon
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O último preparativo para a inauguração do Parque Tecnológico Biotic, marcada para abril deste ano, é uma missão, entre o próximo domingo e a sexta-feira seguinte, de representantes do setor produtivo e do GDF aos EUA. A justificativa para a viagem, organizada pela Federação das Indústrias (Fibra) do DF, é fazer prospecção de conhecimento junto a entidades de pesquisa renomadas mundialmente.
Entre os observadores estarão o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do DF, Antônio Valdir Oliveira, e o titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação, Thiago Jarjour, que revelou sua expectativa quanto à visita. “Vamos lá conhecer polos de inovação de tecnologia porque já houve interesse em fechar acordos de cooperação e intercâmbios de conhecimento conosco”, afirma.
Ele explica que, no próximo mês, apenas o prédio de governança do complexo do Biotic, localizado próximo à Granja do Torto, em Sobradinho, estará pronto. “A gente está conciliando, nesse edifício, um hub de empreendedorismo e inovação e teremos um coworking público em parceria com o Sebrae”, detalha.
Conforme Jarjour, ainda haverá um andar para entidades de apoio a tecnologia e inovação e outro para abrigar um agente de inovação com intuito de fazer maturação de startups. A ideia, porém, é de que as empresas de tecnologia comecem a preencher o espaço ainda em 2018, todas com foco em inovação e desenvolvimento sustentável.
O complexo tem capacidade prevista para abrigar 1,2 mil empresas e a expectativa inicial do governo para a geração de emprego foi ampliada de pouco mais de 20 mil para até 60 mil novos postos de trabalho direitos, “e vários outros indiretos”, segundo Jarjour.
“ A gente aposta nele como uma das matrizes de desenvolvimento economico sustentáveis para o futuro. Não existem condições de Brasília crescer apenas em cima do funcionalismo público. É perigoso”, destaca o secretário de Ciência e Tecnologia.
O Biotic foi anunciado como parceria público-privada (PPP), mas é uma concessão com características próprias, pois a Terracap criou uma subsidiária para gerir o fundo de investimentos do parque e as os contratos devem ser celebrados diretamente com as empresas interessadas para se instalarem.
Investidores também serão alvos
Um dos organizadores da viagem, o presidente da Fibra-DF, Jamal Jorge Bittar, diz que outro propósito da viagem é trazer potenciais parceiros e investidores já para a inauguração, em abril, do Biotic. “No início, a governança vai atrair startups incubadoras e possivelmente algum laboratório de empresas de tecnologia”, explica.
Segundo ele, isso pode gerar um movimento ainda mais grandioso, para não dizer pretensioso, dado o embrionismo do projeto, a médio prazo. “Essa dinâmica impulsiona a pretensão de projetos de ocupação do parque em si. E aí a gente espera atrair os grandes players de pesquisa”, anima-se.
O roteiro da comitiva prevê a chegada a Nova York neste domingo. A partir de segunda começam visitas ao campus da universidade de engenharia Cornell Tech e encontros com possíveis investidores. No dia seguinte, eles seguem para a baía de San Francisco, na Califórnia, onde conhecerão o famoso Vale do Silício, um dos redutos de desenvolvimento tecnológico do mundo.
Por lá, conhecerão um programa da Universidade de Stanford, referência em evolução de startups no mundo, e, por último, uma passada na Singularity University, criada por grandes figuras do ramo.