Foi realizada na manhã desta sexta–feira (14) uma diligência no gabinete do ex-chefe da Casa Civil do governo Arruda, José Geraldo Maciel, para averiguar as declarações da deputada investigada Eurides Brito (PMDB).
Segundo Eurides, acusada de recebimento de verba ilícita, seria impossível que alguém tivesse presenciado a sua visita ao gabinete, uma vez que a disposição física do local torna inviável que ela tivesse sido flagrada sem que a mesma percebesse a presença de mais alguém. De acordo a deputada, ela realmente esteve no local, mas não para receber dinheiro.
A visita da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ao gabinete foi para averiguar a afirmação da deputada. Erika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides, foi pessoalmente ao local e confirmou a informação, “nem com periscópio para realmente ver”, disse.
Próximos passos:
Dando prosseguimento às oitivas do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Eurides Brito (PMDB), a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar deve ouvir na tarde de hoje (14), o distrital Benício Tavares (PMDB) e o ex-deputado Odilon Aires, para testemunharem fato mencionado por Eurides na reunião anterior da Comissão. Na segunda-feira (17), é a vez da própria Eurides prestar depoimento. A oitiva está agendada para as 10h, na sala das comissões.
Na última segunda (10), Eurides Brito voltou a afirmar ter recebido dinheiro do então candidato ao Senado Joaquim Roriz, para custear eventos de sua campanha. Esse seria o pagamento que aparece em vídeo gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa e entregue à Polícia Federal. A declaração de Brito foi, no entanto, negada por Roriz em documento enviado à Comissão.
Ainda de acordo com a distrital, em 2006 Roriz se encontrou com ela, com o deputado Benício Tavares e com o ex-deputado Odilon Aires e teria pedido que abandonassem a campanha de José Roberto Arruda. Como não aceitaram, ela teria ouvido de Roriz que ele a derrotaria na campanha.