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Brasília

Combustível encarece no DF e já passa de R$ 6,50

Segundo o Sindicombustíveis-DF, a alta foi provocada pelo reajuste no valor do etanol anidro, que subiu R$ 0,10 nesta semana

Amanda Karolyne

05/08/2025 22h33

gasolina combustivel

Foto: Divulgação/IPEDF

O preço do litro da gasolina voltou a subir no Distrito Federal. Depois de registrar queda no mês passado, o combustível foi encontrado por até R$ 6,53 em postos da capital nessa terça-feira. Motoristas se depararam com um aumento de R$ 0,29 em relação à segunda-feira. Segundo o Sindicombustíveis-DF, a alta foi provocada pelo reajuste no valor do etanol anidro, que subiu R$ 0,10 nesta semana.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, não houve aumento propriamente dito. O que ocorreu, segundo ele, foi uma “guerra de preços” entre os revendedores, que nas últimas quatro semanas reduziram os valores para não perder clientes para a concorrência, chegando a praticar preços na faixa de R$ 6,23. “Não tivemos nenhuma redução da Petrobras. Entretanto, o etanol teve forte elevação na segunda-feira, com aumento de 10 centavos, o que provocou reajuste da gasolina e do álcool veicular”, destacou.

Paulo explicou que os postos reduziram os preços até o limite em que o caixa apertou, o que levou muitos ao prejuízo. “O que ocorreu foi a volta às margens mais viáveis, dentro da média da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no início de julho”, afirmou. Ele reforça que o consumidor deve aproveitar os momentos de promoção, já que no setor de combustíveis, os descontos costumam durar pouco.

Segundo a tabela semanal da ANP, o preço médio da gasolina no DF era de R$ 6,56 no início de julho. Paulo frisou que esses valores não consideravam nenhuma redução da Petrobras e, no caso do etanol anidro, houveram elevações constantes, o que resultou em uma alta expressiva na terça-feira. “Com o repasse das distribuidoras, os postos reajustaram suas margens”, completou.

Evolução do preço da gasolina no DF até agora

A instabilidade no preço da gasolina é constante para quem abastece no Distrito Federal. Em janeiro, o litro subiu de R$ 5,95 para R$ 6,59 em poucos dias, impulsionado por reajustes das distribuidoras e alta do etanol anidro. Em fevereiro, o preço médio alcançou R$ 6,62, após aumento do ICMS para R$ 1,47 por litro, representando a maior alta proporcional entre os estados naquele mês. Em abril, o valor médio subiu para R$ 6,575, mas ainda representou uma queda de 1,55% em relação a março, quando estava na faixa de R$6,679 segundo pesquisa da ValeCard.

Nos postos do Distrito Federal, a partir de maio, o preço médio da gasolina apresentou uma leve retração. Embora na primeira quinzena de maio o litro tenha chegado a R$ 6,79, a média mensal fechou em R$ 6,459. Em junho, o preço médio caiu para R$ 6,411, queda influenciada pelas reduções nas refinarias da Petrobras. A tendência de queda continuou em julho, com o valor médio chegando a R$ 6,388 por litro, refletindo um alívio gradual nos preços cobrados nas bombas. Essa redução ocorreu depois de um aumento de R$6,89 no começo de julho.

Rotina de quem depende do carro muda com gasolina mais cara

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Ana Bárbara Correia

A representante comercial Ana Bárbara Correia, de 40 anos, contou que devido a rotina intensa de trabalho nas ruas, sente diretamente o impacto, quando a aumento no preço dos combustíveis. “Como representante comercial, eu rodo muito e abasteço muito bastante”, explicou. Ela relatou que os valores têm variado bastante, especialmente nos arredores de Brasília. “Eu tenho visto que em alguns lugares, principalmente no entorno de Brasília, a gasolina estava com um valor mais baixo, mas não muito. Mas por exemplo, pelo Plano a gasolina está quase a R$7 reais o litro”, salientou.

Ana Bárbara notou diferença nos preços até de um dia para o outro. “A última vez que abasteci tava a R$ 6,46 na semana passada, e agora já está R$ 6,53”. Ela destacou que, para lidar com os preços altos, tem abastecido o carro “picado”, em vez de encher o tanque. Ela considera que um tempo atrás, com o seu outro carro, estava compensando rodar no álcool. “Aí a gasolina deu uma baixadinha pequena, voltamos para a gasolina. Agora aumentou de novo, já estou pensando em andar de bicicleta”, brincou.

A professora aposentada Eunice Maria da Silva Oliveira, 57 anos, observou que o valor da gasolina está muito alto, mas para ela sempre está assim. “Por onde eu costumo abastecer, na Asa Sul, geralmente fica esse preço médio de R$6,45, não mudou não, mas também não é o preço mais alto”, comentou. “Como eu faço um trabalho voluntário perto de um posto de gasolina, eu passo sempre por ele e abasteço. Geralmente eu completo também.” Segundo ela, o tanque costuma durar cerca de 15 a 20 dias, já que roda pouco no dia a dia. Comparado a outros postos, ela considera aquele onde abastece mais vantajoso.

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