Após um dia sem chuvas no Sol Nascente, o trabalho de retirada de lama e entulho foi retomado na manhã deste domingo (5/11). Dez caminhões, duas pás mecânicas e uma patrola fazem a desobstrução das vias que ainda estão intransitáveis.
A ação começou no conjunto C da chácara 125, no trecho 2, onde a lama ainda impedia a passagem dos veículos. O trabalho consiste em retirar a terra molhada e colocar material seco.
O Governo de Brasília, desde a última quarta-feira, tem trabalhado para mitigar os prejuízos ocorridos depois das chuvas na região do Sol Nascente. A Caesb, ainda na quinta, executou o reparo do ponto da rede de esgoto que transbordou e o consórcio responsável pelas obras de drenagem iniciou a recuperação das ruas mais afetadas pelas chuvas.
Na sexta-feira, foi criada uma força-tarefa formada por 14 órgãos do GDF. O grupo tem mantido o monitoramento constante na região para tomada de decisões.
Coordenador da força-tarefa, o secretário das Cidades, Marcos Dantas, explica que a operação não pode ser feita no sábado por conta da umidade do solo. “Tentamos entrar nas ruas com as máquinas, mas não tivemos estabilidade por causa da terra molhada. Agora, que o tempo melhorou, estamos estabilizando o terreno com o material seco, o que vai possibilitar a circulação dos moradores novamente”, afirma Dantas, que acompanha as ações deste domingo.
Além da ação das máquinas, as equipes intensificaram a limpeza urbana da cidade, estão sinalizando locais onde há obras em andamento e vistoriando as casas para orientar os moradores.
Na manhã deste domingo (5), o governo Brasília reuniu-se novamente no local. No encontro do comitê de crise, os representantes dos órgãos envolvidos na recuperação dos estragos causados pelo temporal definiram medidas a serem tomadas imediatamente, além das que já haviam sido determinadas na sexta-feira (3).
Uma delas, a sinalização de pontos mais críticos, contará com o apoio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Na reunião de hoje, ficou determinado que a autarquia vai sinalizar a via atrás da Feira do Produtor, onde os carros conseguem passar mas há muitos buracos.
Comitê de crise é formado por 12 órgãos
O comitê de crise criado pelo governo de Brasília para mitigar os estragos no Sol Nascente e garantir a continuidade das obras tem plantão remoto de 24 horas e é formado por 12 órgãos.
No Trecho 1, as obras de infraestrutura englobam 25,2 quilômetros de redes de drenagem; cinco lagoas de detenção; e a pavimentação de 304,9 mil metros quadrados de vias, de 7 metros de largura, o equivalente a 44 quilômetros.
As intervenções no Trecho 2 compreendem a execução de 30,3 quilômetros de redes de drenagem, a construção de três lagoas de retenção, além da pavimentação de 493,5 mil metros quadrados de vias, o equivalente a 70 quilômetros de vias de 7 metros de largura.
No Trecho 3, o contrato prevê 21,3 quilômetros de redes de drenagem, três lagoas de retenção e 450,5 mil metros quadrados de pavimentação.
No total, são investidos R$ 220,3 milhões em benfeitorias no setor habitacional. Os recursos são originários da Caixa Econômica Federal (75%), com contrapartida do governo de Brasília (25%).