Um dos destaques da equipe brasileira de judô, o meio-leve João Derly preferiu descansar nesta sexta-feira e não treinou na véspera de sua estréia em Jogos Olímpicos. Com o peso em dia, o gaúcho bicampeão mundial se deu ao luxo de apenas observar o treino de seus compatriotas e se concentrar para a luta de estréia, com o sul-coreano Joosin Kim.
“Agora é hora de descansar o corpo”, destacou Derly, que atualmente aparece com 65,8 kg, 200g a menos do que o limite da categoria meio-leve. “Estou muito bem no peso e posso poupar energia para chegar bem na luta. Não me lembro de ter chegado tão bem assim a uma competição em relação ao meu peso”, destacou.
Para a estréia, que acontecerá por volta da 1 hora (de Brasília) de domingo, João Derly adotou um discurso de respeito ao seu adversário definido nesta sexta. “Os coreanos têm um estilo vem parecido e, embora eu nunca tenha lutado com o Joosin Kim, sei o que eu posso esperar. Mas não posso escolher adversário em uma Olimpíada, mas tenho sim que vencer cinco lutas se quiser ser campeão”, ressaltou.
A tranqüilidade de Derly aparenta ser tão grande que nem uma medida tomada pela Federação Internacional de Judô pareceu o incomodar. No congresso técnico desta sexta, ficou decidido que os árbitros serão mais rigorosos em algumas ações de combate e punirão, por exemplo, um atleta que segurar o adversário pela calça do quimono. Algo ruim para o gaúcho, que atua no estilo de judô do Leste Europeu.
“Acho que isso não vai me afetar muito, pois eu seguro mais a perna do adversário e não a calça”, rechaçou João Derly. “Quem pode sofrer com isso é o Luciano Corrêa (meio-pesado), que tem um golpe forte partindo assim. Mas, sinceramente, duvido que alguém punirá o atleta se ele conseguir o ippon”, opinou.
Além de João Derly, o judô brasileiro será representado no domingo por Andressa Fernandes, que ainda está a caminho da China para substituir Érika Miranda, cortada por uma lesão de última hora.