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Brasília

Com academias fechadas, treinos são na rua

Proprietários de academias administram as aulas dos professores pela internet e redes sociais

Pedro Marra

17/03/2020 5h00

Academias de esporte fechadas pelo decreto do GDF Foto: Pedro Marra/Jornal de Brasília

Com o fechamento de academias de esporte e museus por 15 dias, após decreto do GDF, alunos decidiram fazer atividades físicas ao ar livre junto de educadores físicos. Proprietários de academias administram as aulas dos professores pela internet e redes sociais.

Um dos exemplos é o caso do personal trainer Diogo Duarte, de 32 anos. Para facilitar a rotina dos alunos, ele possui um aplicativo com dicas de exercícios. Na plataforma há 294 alunos, muito mais do que os 18 alunos das aulas presenciais. “Mesmo eu dando o suporte on-line e aqui no Parque da Cidade, eles sabem que vão poder treinar e não vão ficar parados”, explica o profissional.

Já que não pode ir à academia, o empresário Márcio Guimarães, de 29 anos, foi ao Parque da Cidade Sarah Kubitschek com o amigo Renan Falcão, de 25 anos, para realizar um treino funcional. Renan conta como tem se prevenido do contágio pelo coronavírus.

“Eu fiquei impressionado com o fechamento das academias. Mas é essencial evitar lugares fechados com aglomeração de pessoas”, diz o estudante de direito.

Antes e depois da atividades, Márcio limpa as mãos com álcool em gel ou água com sabão. “Uso também a máscara de proteção, e estou evitando sair muito para a rua. Lavei as minhas mãos antes de vir treinar, e vou fazer o mesmo assim que chegar em casa”, diz o morador do Park Way.

Treinos à distância

O dono da Vessel Crossfit, Adriano Santos, 40 anos, acredita que a medida do GDF é necessária para conter a disseminação da doença. “Acho que o decreto é extremamente importante para a gente combater o coronavírus. Estamos fazendo as rotinas e enviando para os alunos treinarem em casa. Cada treinador monta um treino e envia para os alunos, e eles postam os resultados e mandam para a gente. Também estamos fazendo lives para as pessoas que iriam competir se manterem ativas”

Segundo a presidente do Sindicato das Academias do Distrito Federal (Sindac-DF), Thaís Yeleni, o DF possui 1200 academias registradas. Entre elas, a opinião dos donos está dividida sobre a decisão de fechar as unidades por 15 dias. “Tem uns que têm um entendimento maior do vírus, tem outros que vêm necessidade de se ter mais tempo para controlar a doença. Acho válido se todos os setores com aglomerações de pessoas também tivessem paralisação, diante do crescimento os casos, pela proporção que vem tendo”, comenta a presidente.

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