Gabriel de Sousa
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Com os altos preços das passagens de avião e da gasolina, muitos brasilienses optaram por aproveitar o que a capital do país tem de melhor a oferecer em termos de lazer neste fim de ano. Visitar os belos parques do Distrito Federal, que são opções próximas e mais econômicos, tem sido um dos programas mais aderidos pela população local.
De acordo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), existem atualmente 72 parques ecológicos e urbanos que podem ser acessados pela população. “Nessas férias de fim de 2021, os brasilienses podem aproveitar o acesso à natureza”, afirma o órgão.
O Parque da Cidade Sarah Kubitschek, que antes ficava vazio durante as tardes dos dias de semana, agora recebe aqueles que querem aproveitar os espaços verdes desde cedo. No final do dia, grandes filas já se formam no tradicional parque de diversões do Nicolândia. “O fim de ano é o único momento em que nós podemos reunir todos os amigos para nos divertirmos”, diz Heloísa, 15 anos, que entrou de férias e decidiu visitar o espaço de diversões com os colegas.
Vários pais aproveitaram o recesso escolar e levaram os filhos pequenos para o parque de diversões. Um deles foi o professor de educação física do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Tacio Santos, 35 anos. Tacio foi ao Plano Piloto resolver planejamentos profissionais e aproveitou para levar a sua filha Maria Cecília, 8 anos, para conhecer os patos e as garças — atrações do lago do Parque da Cidade.
Morador da zona rural de Planaltina, Tacio decidiu levar a filha ao parque no horário de almoço, quando, geralmente, o movimento é menor. “Ela me disse que queria viajar de metrô. Então, decidi ir com ela no ParkShopping, e agora viemos aqui para o parque”, afirma. Para ele, um passeio em um espaço urbano é um ótimo atrativo para as férias de fim de ano. “É interessante, porque conseguimos ir em horários em que geralmente não conseguiríamos em outras épocas do ano, nem muito cedo e nem muito tarde”, explica o professor.
Entretenimento ecológico
O Parque Ecológico Olhos D’Água, localizado na Asa Norte, entre as quadras 213 e 415, é frequentado por 1 mil pessoas nos dias de semana, em média. No fim de ano, este número triplica. É possível encontrar peixes, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e pequenos mamíferos no Olhos D’Água, o que entretém os visitantes e os muitos moradores dos prédios ao redor. Alguns deles já se tornaram ilustres, como Lucas Feitosa, 16 anos. Visitante frequente, Lucas está aproveitando as férias de sua escola para ir mais ao local. O jovem pretende cursar Biologia após a conclusão do ensino médio e gosta de ir ao Olhos D’Água para se aproximar mais da profissão dos seus sonhos. “Este parque é quase que um pequeno zoológico do lado do meu prédio. Considero ele como a minha segunda casa”, diz, animado.