A Copa do Mundo finalmente chegou e, por isso, as férias escolares foram antecipadas. O Mundial começa amanhã, assim como o descanso de muitas crianças. Porém, para os pais, entre junho e julho nem sempre há folga. Chega, então, o momento de decidir o que fazer com os pequenos. Nessa hora, muitas famílias têm optado pelas colônias de férias.
“Como tínhamos boas referências da colônia, foi realmente nossa primeira opção. O Lucas vai ficar dez dias nela. Escolhemos uma empresa vinculada à escola, que é bem famosa na cidade. E isso, para a gente, já traz uma certa segurança”, conta o servidor público Júnior César Ferreira, 42 anos. Seu filho tem seis anos e essa é a primeira vez dele em uma colônia de férias.
“A gente fica apreensivo, claro. Mas as boas referências nos tranquilizam”, afirma Júnior César. Pelos dez dias, a colônia cobrou R$ 400, preço razoável comparado a outros locais. Nesse tempo, Lucas deve participar de brincadeiras que estimulam a interação e colaboram para a formação emocional e física.
“As crianças encontram aqui um espaço bom para brincar. É uma casa de avó, com a diferença de que a avó é professora. Porque eu sou mãe de cinco, avó de nove e também educadora”, diz Clélia Rabelo, 54 anos, fundadora de uma colônia de férias em Arniqueiras.
Para ela, o interesse nos espaços começou a partir da chamada “terceirização” da maternidade. “Os pais chegam cansados em casa e os filhos também. Nós fazemos o papel intermediário disso. Enquanto os pais estão no serviço, as crianças fazem várias atividades. Temos aula de culinária, dança, brincadeiras tradicionais”, avalia Clélia.
Segurança
Os pais que já têm experiência com colônias de férias elogiam a iniciativa. “Você fica mais seguro, porque sempre sabe onde seu filho está. Além, disso, ele aprende coisas boas”, ressalta Benignia Reis, 43 anos. Sua filha mais nova, Maria Vitória, 12 anos, fica em colônias de férias desde os sete anos. Para a mãe, não há opção melhor. “Ela faz cursos de bons modos, maquiagem, se diverte mesmo”, afirma.
No caso da filha de Benignia, a colônia, no Lago Sul, é voltada para meninas. Há oficinas de bijuterias, de estilo, criação de bolsas, oficinas de unhas, customização de roupas, etiqueta e aulas de penteado. A dona do espaço, Anna Paula Ramalho, acredita que, para as mocinhas, “nada é mais legal que passar as férias fazendo coisas divertidas, de acordo com a idade e ainda aprender sobre o mundo da moda. Por isso, o curso promete conquistá-las”.