O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta quarta-feira, que voltará a analisar todas as amostras recolhidas durante os Jogos Olímpicos de Pequim, com o intuito de fazer uma revisão e tentar encontrar a substância proibida Cera, que é uma terceira geração da conhecida EPO e mais difícil de ser detectada.
A decisão do COI, anunciada pelo porta-voz Emmanuelle Moreau, aconteceu devido ao fato de a Agência Francesa Antidoping ter descoberto dois novos casos positivos de doping, um do italiano Leonardo Peiepoli e outro do alemão Stefan Shumacher na Volta da França deste ano. A Cera foi encontrada nas amostras dos ciclistas devido a um novo método utilizado pelos laboratórios Chantenay-Malabry e o de Lausanne, na Suíça.
O COI programou 4.500 controles antidoping para fazer em Pequim, onde encontrou seis resultados positivos, frente aos 26 registrados nos Jogos de Atenas. A ciclista espanhola Maribel Moreno, a ginasta vietnamita Thi Ngan Thuong Do, o atirador norte-coreano Kim Jong Su, as corredoras Fani Halkia, da Grécia, e Lyudmila Blonska, da Ucrânia, além do pesista ucraniano Igor Razoronov foram os casos tornados públicos durante os Jogos chineses.
Posteriormente, foram anunciados os casos dos lançadores de martelo da Bielo-Rússia Vadim Devyatovskiy e Ivan Tsikhan, prata e bronze em Pequim, respectivamente, e do canoísta polonês Adam Seroczynski. Estes três resultados positivos ainda estão pendentes de resolução.
A Cera é o nome com que se conhece a substância EPO de terceira geração, e a diferença entre o EPO comum e a Cera é apenas que esta precisa de menos injeções, o que dificulta sua identificação nos controles antidoping, além de seus efeitos serem mais duradouros.