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Brasília

Circo tem até segunda para retirar estrutura, devido ao evento de 7 de setembro

Arquivo Geral

31/08/2012 7h03

Isa Stacciarini 
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Instalado na Esplanada dos Ministérios desde o dia 9 de julho, o circo Tihany tem até segunda-feira  para deixar a área central de Brasília. As instalações devem ser retiradas  devido às festividades e ao desfile em comemoração ao Dia da Independência, em 7 de Setembro. A estrutura teria de ser desmontada até hoje, conforme publicação  no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) do último dia 23, que revogava a licença de funcionamento por parte da Administração de Brasília.

 

No entanto, os responsáveis pelo circo pediram uma prorrogação do prazo  ao Governo do Distrito Federal (GDF), devido ao faturamento do fim de semana. O motivo do desmonte do circo se refere a uma solicitação da Presidência da República, que pede a área pública localizada na Esplanada dos Ministérios – Via N2 Norte – ao lado do Teatro Nacional, para realização do evento. 

 

O ofício solicita uma área equivalente a dois mil metros quadrados, a ser destinada ao estacionamento para o público, mas não especifica que deva ser o espaço hoje ocupado pelo circo. A administração regional, por sua vez, constatou que esta área é adequada para atender a solicitação.

 

Diante do comprometimento da retirada da estrutura no próximo dia 3, o administrador Messias de Souza revogou a decisão anterior. O novo acordo será publicado hoje no DODF. 

 
 No início da noite de ontem, a equipe do Jornal de Brasília acompanhou  a ação de fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) que, conforme o cumprimento da revogação de licença anterior, interditaram as atividades do circo devido à suspensão da licença de funcionamento. Inicialmente, o chefe de produção do circo, Edilton Lins, se recusou a assinar o ato de interdição sumária. Contudo, posteriormente, o documento foi atestado. 

 

Antes da nova decisão de permanência do circo até segunda-feira, o superintendente de Fiscalização da Agefis, Cláudio Caixeta, tinha  afirmado que uma equipe do órgão voltaria ao local ainda hoje para analisar as providências que seriam tomadas.
Caso ocorresse o descumprimento por parte dos responsáveis, os fiscais  preparariam o material de logística para a desocupação da área pública. Após a atual decisão, o JBr tentou contato novamente com Caixeta, porém, as ligações não foram atendidas.

 

De acordo com a Administração de Brasília, o contrato com o circo pode ser rescindido a qualquer momento por ambas as partes, uma vez que haja uma necessidade superior.   Segundo o administrador Messias de Souza, o órgão atendeu a um pedido do Planalto e das Forças Armadas, embora a Presidência não tenha especificado a área que deve ser destinada ao evento, ou pedido a remoção do circo. “Falta apenas o cumprimento da retirada da estrutura do circo. Não podemos ir contra  o dono da área”, alegou.

 

 

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