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Brasília

Cielo: <i>Seria campeão mesmo se treinasse no Brasil</i>

Arquivo Geral

19/08/2008 0h00

Treinando nos Estados Unidos há aproximadamente três anos, o campeão olímpico dos 50m livre César Cielo negou que o fato de ter saído do Brasil tenha sido fundamental para as suas conquistas nos Jogos de Pequim – além do ouro, o paulista ficou com a medalha de bronze nos 100m livre. De acordo com ele, infra-estrutura não falta no Brasil para se treinar natação em território nacional.


“Não tenho dúvidas de que eu conseguiria os mesmos resultados”, comentou o nadador, que desembarcou no aeroporto de Cumbica nesta terça-feira. “O Pinheiros tem tudo o que eu preciso e o Albertinho (Alberto Pinto, treinador da seleção brasileira de natação) possui a capacidade técnica que eu julgo ser suficiente para se chegar em um medalha de ouro nas Olimpíadas”, garantiu.


Cesão afirmou que só foi para os Estados Unidos por conta da faculdade de Auburn, onde cursa administração de empresas. “Eu adoro o Brasil e só moro lá porque posso estudar e fazer natação de alto nível ao mesmo tempo”, explicou Cielo, que não descarta voltar ao Brasil em breve. “Gostaria muito disso, até porque meus amigos e minha família estão aqui. Não é facil ficar longe e existe a chance de eu voltar ao Brasil em breve. Vou estudar as propostas que receberei”, destacou.


Ele não teme ficar longe do técnico que o treinou nos Estados Unidos, o australiano Brett Hawke. “Eu posso até não treinar mais com ele, mas o nosso contato continuará grande, mesmo que eu tenho que ligar para o Brett todos os dias. Isso, eu não quero perder nunca, pois o trabalho dele foi excepcional”, elogiou.


Analisando a natação verde-amarela, Cielo afirmou que o Brasil só precisaria dispor de um maior competições de alto nível. “Eu vou para as provas nos Estados Unidos e, olho para um lado e vejo o Michael Phelps. Para o outro, e encontro o Ian Crocker. Quando você tem atletas desse nível do seu lado, sempre vai tirar algo a mais de você para vencê-los. Então, quando chega nas Olimpíadas se sente acostumado a competir com esses caras”, comentou.


Apesar de o pai de Cielo, César, ter reclamado após a conquista do bronze nos 100 metros livre que o filho tinha chegado lá por conta do esforço da família e não graças ao apoio do governo e dos dirigentes, o nadador procurou não entrar em polêmica.


“Hoje a natação tem um super apoio e o governo ajuda os atletas sim. Além disso, a queria agradcer a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) por ter deixa eu levar o meu técnico para Pequim, que, apesar de não falar português, quis ajudar todo mundo. Esse ano, eu tive meu tempo adequado para treinar, pois as empresas que me patrocinam foram super compreensivas quando eu pedia para não ir a um evento. Essa liberdade garantiu as nossas medalhas”, garantiu o campeão.


 

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