Por Larissa Leite, ask do Jornal de Brasília
Só de pensar em sair de casa com as crianças, nessa chuva, a dona de casa Dilma Pereira dos Santos, 30 anos, já desanima. Para a moradora da Ceilândia, tanta água “atrapalha a vida”. Mas é bom Dilma se adaptar ao cenário, pois o período chuvoso está apenas começando. No próximo domingo, às 10h04, chega oficialmente o verão. E, apesar da estação estar muito associada ao Sol e ao calor, as chuvas também são freqüentes no período, caracterizado por mudanças rápidas de tempo.
A chuva é presença certa, pelo menos nos próximos dois dias. Enquanto hoje e amanhã devem ocorrer chuvas com trovoadas isoladas, na sexta-feira, a promessa é de temporal, com pancadas de chuva e trovoadas constantes. A previsão do Instituto de Meteorologia é de que as chuvas se façam presentes até março, com freqüência maior até janeiro.
“No verão, os dias são mais longos. O tempo muda rapidamente e as chuvas são freqüentes, principalmente no final da tarde. Isso acontece devido à influência de uma faixa de nebulosidade nesse período, chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul. Por causa dela, as chuvas tornam-se mais contínuas no Sul do Amazonas, Centro-Oeste e Sudeste”, explica a meteorologista Maria das Dores Azevedo.
Em 2008, os primeiros pingos da típica chuva do final do ano começaram em setembro. Porém, foi em novembro que a chuva tornou-se mais intensa, com precipitação quase todos os dias. O mesmo ocorreu em dezembro. A diferença é que, desde a semana passada, a precipitação ficou melhor distribuída ao longo de todo o Distrito Federal.
“O que aumentou foi a nebulosidade, provocando assim uma distribuição maior da chuva e a diminuição da temperatura média. Isso torna o tempo mais agradável”, completou a meteorologista.
Agradável não seria bem a palavra que define este período, na opinião de Dilma Pereira dos Santos. “Tenho uma criança de colo, não tenho carro e, na frente da minha casa, fica tudo alagado. É uma dificuldade”, afirma. Já para a aposentada Cecília Gomes de Souza, também moradora da Ceilândia, a chuva é um alívio. “Eu tenho problemas respiratórios, e sofro com a seca. Apesar da lama típica do período de chuvas, eu gosto.”
Se dezembro seguir a mesma tendência de novembro, Cecília ficará feliz. A média pluviométrica de novembro, de 238 milímetros, ficou em 271 mm este ano.