Uma das principais características do clima da capital é justamente as fortes chuvas, que a cada ano que passa, se tornam mais fortes e duradouras. A situação preocupa, e muito, os agricultores do DF. Preocupação que reflete também na população, já que junto com a dificuldade de colheita, vem a alta nos preços dos produtos.
O excesso de chuva pode prejudicar de várias formas os agricultores e o plantio, matando mudas, causando o apodrecimento das plantas, derrubando frutos do pé fora de hora, e até mesmo proporcionando o surgimento de pragas e insetos, o que, claro, acaba acarretando grandes prejuízos.
Cristina Costa é especialista em seguros e explica que a intensa mudança de clima é um dos fatores que prejudica os agricultores. “Como a capital predomina de um clima tropical de altitude, com duas estações bem definidas: uma seca (de maio a setembro) e outra chuvosa (de outubro a abril) há temporadas que são mais intensas que o previsto pelos meteorologistas, com grandes períodos chuvosos e de estiagem. Isso pode levar a um impacto no bolso dos produtores caso não tenham preparação adequada”, afirma.
Entre os principais efeitos de grandes volumes de chuva, a perda de produtividade é o que mais se destaca. Ela acontece devido ao baixo crescimento das plantas e por consequência da baixa taxa de fotossíntese. “A perda de produtividade é sinônimo de grãos com qualidade menor e aumento no valor da safra. O que pode ajudar a diminuir os impactos é planejar quais culturas plantar naquele tempo específico e se a produção é resistente ao excesso de água”, alerta Cristina, diretora comercial da Seguros do Brasil.
Segundo a especialista, o seguro rural é uma opção para quem quer garantir proteção contra condições naturais, já que desta forma, o produtor consegue garantir a sobrevivência do negócio mesmo diante dos prejuízos causados. “O seguro tem como objetivo tranquilizar os produtores de que, caso aconteça alguma adversidade climática que afete a produção, o mesmo não sofrerá uma quebra de safra. Ele precisa ser considerado como um insumo qualquer da lavoura, planejado na pré-safra pelo produtor, a fim de garantir o sucesso e a continuidade da atividade rural”.
As seguradoras especializadas em seguros para agronegócios podem ser acionadas em casos de prejuízos causados por adversidades naturais, como chuvas excessivas, quedas de raio, trombas d’água, ventos fortes e inundações. Neste caso, a seguradora enviará um perito para certificar os prejuízos e determinar o fato causador das perdas. Já o cálculo da indenização vai depender diretamente dos critérios estabelecidos em apólice pela seguradora, onde pode ser atestado para fins indenizatórios perdas parciais e/ou totais.