O chefe da Casa Militar do Distrito Federal, Ivan Gonçalves da Rocha, compareceu à PF na manhã de hoje (12), para despachar com o governador afastado José Roberto Arruda. Ele afirmou que, em 32 anos de profissão nunca viu “alguém ser preso em flagrante delito sem ser ouvido e sem apresentar seu direito de defesa e contraditório”.
Ele disse que o governador e toda a família estão sofrendo. “É uma situação humilhante que está se impondo à segunda autoridade do país, depois do presidente da República”. Segundo Rocha, Arruda disse acreditar em Deus e na Justiça.
Em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal, apenas cerca de 60 manifestantes pró-Arruda se concentram gritando palavras de ordem e com mais de dez faixas de apoio ao governador.
As pessoas que passam nos ônibus que circulam na área se manifestam, na maioria da vezes, contra o governador, mas não há nenhum grupo na porta. Os manifestantes se recusaram a falar com a Agência Brasil nem quiseram se identificar.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que Arruda está detido na sala do diretor técnico-científico da instituição, Paulo Fagundes.
Até o início da tarde de hoje, além de Arruda e Rodrigo Arantes, secretário particular do governador, estavam presos apenas. Por volta de meio-dia o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Aroaldo Carvalho se entregou à PF. Os três presos estão entere os cinco com mandados de prisão expedios ontem.