A Controladoria Geral da União (CGU), por determinação do ministro inteirino Luís Navarro, emitiu 130 ordens de serviço para que os auditores do òrgão verifiquem a regularidade dos contratos realizados com as empresas citadas no processo que investiga o mensalão do DEM.
Todos já estão em campo. Segundo informou Navarro, a determinação da CGU é para identificar todos os contratos em que foram utilizados recursos provindos de emendas parlamentares, dos ministérios e do Fundo Constitucional, que são caracterizados como repasses do governo federal. “Vamos fazer o cruzamento de dados com o sistema do GDF”, disse. A investigação vai abranger as áreas de segurança, saúde, justiça, transportes, cidades, educação, desenvolvimento social, piscicultura, agricultura, esportes, turismo, cultura, desenvolvimento agrário, recursos hídricos e ciência e tecnologia.
De acordo com o comunicado da CGU, nessa semana os profissionais fazem auditorias para apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde, no Corpo de Bombeiros Militar e nas Polícias Civil e Militar. Na próxima segunda-feira, serão iniciados os trabalhos nas Secretarias de Educação; Justiça, Direitos Humanos e Cidadania; Desenvolvimento Social ee Transferência de Renda.
Caso sejam descobertas irregularidades, a CGU tem a prerrogativa de emitir a declaração de inidoneidade, que implica na não concessão de novos contratos com qualquer governo do País. Mas, segundo o ministro, o trâmite é demorado e pode levar de quatro a cinco meses, após
iniciado o processo, para que a declaração seja emitida. Enquanto isso, algumas empresas apontadas no inquérito continuam a prestar serviços para o GDF.