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Brasília

Celina Leão assina ordens de serviço e anuncia obras para hospital e expansão do metrô

Visita da governadora reúne serviços de zeladoria, plano para hospital de referência e projeto para levar o metrô até o Gama nos próximos 10 anos

Amanda Karolyne

21/09/2026 19h01

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Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão visitou mais uma edição do GDF Na Sua Porta nesta segunda-feira. Desta vez, o atendimento direto à população foi feito no Gama. Ela assinou as ordens de serviço voltadas para a infraestrutura urbana e destacou o impacto do projeto, que já soma mais de 1.800 atos em 18 edições. Celina também visitou o Instituto PAS, a tenda do GDF Na Sua Porta e as obras em curso na região.

Segundo ela, o GDF Na Sua Porta é um programa com um olhar voltado para o dia a dia do cidadão. “Você imagina um administrador que sai em vários órgãos para pedir uma calçada, num outro órgão para pedir uma parada de ônibus. A gente levanta as demandas e traz todas num momento só”, afirmou. A chefe do Executivo lembrou ainda que a iniciativa une obras de zeladoria à oferta de serviços como vacinação, saúde, castração de animais e aplicação de Implanon.

Para além de melhorias nas calçadas e no asfalto, os investimentos estruturais e de mobilidade urbana que merecem destaque e serão foco de Celina, se reeleita, estão nas áreas de saúde e mobilidade. A mandatária acredita que a cidade merece um hospital novo. “O hospital é muito antigo, mas a gente não pode falar isso antes de ter uma programação. Nós estamos com cinco novos hospitais para saírem, dois já foram assinados”, pontuou. Essa é uma prioridade de Celina, que em sua gestão já começou a fazer reformas internas no Hospital Regional do Gama — unidade que receberá nesta semana equipamentos novos de tomografia.

Outro destaque de Celina para a região é a expansão do transporte sobre trilhos para desafogar o tráfego em direção à área central de Brasília. “A obra mais robusta que o Gama vai receber é o início da construção do metrô. Hoje quase 80% da população desta região migra para o Plano Piloto no horário de pico. É um problema grave de trânsito que tem que ser pensado para o futuro, com coragem. O estudo de viabilidade técnica custou R$ 8 milhões e deu a previsibilidade de quantas estações teremos, quantos quilômetros e o custo da obra”, salientou. O estudo prevê 78 km de expansão metroviária, com um planejamento de 10 anos. “E já começa agora com a licitação da linha 2, cujo ponto final é o Gama. Ele passa por dentro da região e vai para o Plano Piloto novamente.”

Estava prevista em sua agenda uma visita às obras da região. A assinatura de ordens de serviço e zeladoria no Gama também envolve obras na Ponte Alta, o que, segundo Celina, cria uma rota alternativa na região que vai beneficiar diretamente mais de 20 mil pessoas. Na ocasião, Celina aproveitou para destacar a reversão que começará a ser feita na BR-040 nesta semana, nas faixas no sentido para Santa Maria, Gama, Cidade Ocidental e Valparaíso. “Nós terminamos a pista da marginal, mas a população pediu a reversão dessa faixa. Agora nós vamos fazer, ou seja, no momento de ida e de volta essa faixa vai estar sendo usada como uma faixa reversa.” Fora dos horários de pico, a faixa vai ser utilizada de forma normal.

Ela também frisou o plano de ampliação do atendimento regionalizado com sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em construção.

Para resolver o gargalo de alta complexidade na Região Sul do DF, a gestora do Palácio do Buriti defendeu uma articulação interfederativa para dividir a demanda médica que chega dos municípios vizinhos. “A ideia que tenho conversado é a gente fazer um grande hospital referência entre Goiás e o Distrito Federal, mantido pelos dois estados. Hoje, 50% dos partos realizados no Gama são do estado de Goiás, o que sufoca a unidade. Com um hospital integrado, nós temos condições de pensar em reformar ou construir um novo hospital para a cidade”, ressaltou.

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Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

Como modelo de agilidade para a saúde pública do DF, Celina citou projetos adotados em outros estados que dividem a gestão da infraestrutura física da contratação de pessoal. “No modelo de contratação integrada, você chama o privado para fazer a construção e depois paga como se fosse um aluguel, o que chamamos de ‘bata cinza’. A ‘bata branca’ segue via concurso público para prover os servidores. Isso agiliza muito a construção, e é esse o modelo que estamos planejando”, detalhou.

Celina também comentou sobre a paralisação anunciada pelos trabalhadores do transporte público. A chefe do Executivo sinalizou cautela no tratamento da pauta econômica do setor e defendeu a checagem detalhada dos custos do sistema rodoviário. “Não é o momento de se falar em reajuste tarifário, é um momento eleitoral. Inclusive, nós já pedimos uma auditoria em todos esses contratos do transporte público”, concluiu.

Atendimento a crianças atípicas

Celina também visitou o Instituto PAS, ao lado da administração do Gama. A organização tem um termo de parceria com o governo e utiliza um espaço que estava vago. Durante a visita, a governadora divulgou que na última semana foi assinado um convênio muito importante para o atendimento de 13 mil crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Nós vamos começar por dois locais, mas a gente entende que, para ser um atendimento de mais qualidade, a gente vai ter que botar esse serviço em pelo menos cinco regiões, para que não fique tão longe.”

Esta é a primeira vez, segundo Celina, que a fila deste atendimento está sendo enfrentada. Ela apontou que a saúde nunca vai parar de ter problemas e demonstrou preocupação quando se fala em zerar filas. “Uma fila nunca será zerada, porque a saúde nunca vai parar de ter problemas. Uma fila não pode ter um tempo de espera em que você não tem um prazo, que você não saiba quanto tempo ela vai demorar.”

Esta ação do governo conta com o convênio da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), referência em famílias atípicas, além de ter o Hospital São Vicente de Paulo como centro de referência em saúde mental. A governadora apontou que já existe um centro TEA no metrô e agora está sendo construído o segundo, a ser entregue este mês na QNL, em Taguatinga.

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