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Brasília

CEB, Saúde e professores continuam em greve

Arquivo Geral

11/11/2015 6h20

Carla Rodrigues

carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

Nem a ameaça de corte de ponto e as sucessivas derrotas na Justiça, acompanhadas de multas milionárias, convencem algumas categorias do serviço público a voltar ao trabalho. Diante de negociações mal-sucedidas, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão do Ministério Público   (MPDFT) solicitará ao Tribunal de Just iça  (TJDFT) a realização de audiências de conciliação entre o GDF e os sindicatos que ainda mantêm a paralisação. 

Segundo nota divulgada pelo MP, entre os sindicatos que serão indicados estão o dos professores (Sinpro) e o dos médicos (Sindmédico).  

Também estão incluídos os servidores da administração direta, de autarquias, fundações e tribunal de contas, representados pelo  Sindireta. Das 15 categorias ligadas à entidade sindical, apenas uma, do  Instituto Brasília Ambiental (Ibram), continua  parada.  Por outro lado, entre os serviços retomados hoje estão os do   Na Hora e da Defensoria Pública do DF.

No Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (Sindser), apenas a Novacap segue com a greve. Com isso, continuam suspensas as podas e a recuperação de asfalto. 

Setores parados

A saúde,  a educação e o transporte permanecem prejudicados. Os professores devem definir os rumos da greve hoje, em assembleia às 9h. Os metroviários asseguram aguardar posicionamento do Metrô para tomar alguma decisão. E os médicos  garantem: não houve proposta do governo. Por isso, continuam de braços cruzados até, pelo menos, amanhã, dia de   assembleia. 

“Quem vai decidir  é a categoria”, disse o presidente do Sindmédico, Gutemberg Fialho. Questionado se há  tentativa de negociação, ele garantiu: “O governo não fez proposta”. A afirmação é contestada pela Casa Civil. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, o GDF está aberto ao diálogo. No caso do Sindmédico, salientou, o presidente da entidade “não procurou o GDF”. “As portas estão abertas”, ressaltou.

Metroviários à espera de uma posição

Os metroviários dizem aguardar um posicionamento da direção da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) para decidir o futuro da paralisação. Por enquanto, informou o diretor jurídico da empresa, Júlio César Lima, “a greve continua até que eles (Metrô) se posicionem”. E acrescentou: “Nós enviamos uma contraproposta ao que foi oferecido pelo Ministério Público. Colocamos os itens para votação no domingo e mandamos para eles na segunda-feira”. 

Entre as principais reivindicações dos metroviários estão a convocação dos aprovados no último concurso, a saída dos comissionados em excesso e o reajuste no valor do tíquete-alimentação. “Continuamos aguardando uma posição da empresa”, salientou Júlio César Lima. 

Na quinta-feira da semana passada, o Metrô-DF e os sindicalistas se reuniram em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10) em busca de acordo. No entanto, segundo o chefe da Assessoria de Relações do Trabalho do Metrô-DF, Marco Antônio Fortes, nem os diretores da empresa nem o governo aceitarão entrar em um consenso com o Sindicato dos Metroviários enquanto os funcionários estiverem em greve.

Agentes de trânsito voltam ao trabalho

Os servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER) decidiram voltar ao trabalho hoje e ontem, respectivamente. Em nota, o presidente do Sindetran, Fábio Medeiros, afirmou que “a categoria entendeu que não haverá mais avanços nesse momento e que, em respeito à população e dando um voto de confiança ao GDF, o movimento paredista foi suspenso.”

Saiba mais

Os servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) também estão paralisados. A categoria entrou em greve na segunda-feira e exige, entre outras coisas, aumento do piso salarial, hoje de R$ 811,72. 

Uma assembleia está marcada para hoje, às 11h.

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