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Brasília

Categoria policial tem alto índice de suicídio no Distrito Federal

Arquivo Geral

04/09/2014 17h30

O Brasil se encontra no oitavo lugar dos países com mais casos de suicídio, segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal (Sinpol-DF) Renato Rincon, este ano foram registradas ocorrências de suicídios de policiais, decorrentes da sobrecarga de trabalho. O Sindicato afirma que a má empregabilidade de policiais no DF tem gerado um estresse acumulado aos que estão nas ruas e nas delegacias.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF se posiciona no 478º lugar do ranking de Mapa de Violência no Brasil, estando a frente do Rio de Janeiro e São Paulo. Os sindicalistas questionam que, apesar do número, a quantidade de agentes policiais é a mesma desde 1993. Segundo o Sindicato, no concurso público realizado em 2013, dos 1.122 aprovados apenas 500 foram nomeados, indicando um déficit no número de profissionais em exercício.

Com a falta de policiais em atividade, a pressão aos que estão em tarefa é intensificada e o desempenho destes profissionais tem sido afetado. De acordo com Rincon, o índice de suicídio de policiais civis no Distrito Federal é crescente, proveniente deste esgotamento físico e mental. Além dos casos de suicídio, o vice-presidente afirma que são registrados, a cada ano, casos de depressão, alcoolismo e afastamento do cargo.


Suicídio no Brasil e no Mundo

O polêmico tema foi levantado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que apresentou o dado de que a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida em todo mundo.

Segundo a pesquisa, em 2012 800 mil pessoal cometeram o ato no Brasil. Entre as causas de morte de pessoas entre 15 e 29 anos, o suicídio é a segunda mais frequente. No ranking, está a frente do Brasil a Índia, a China, os Estados Unidos, a Rússia, Japão, Coréia do Sul, Paquistão e, na liderança, a Guiana.

A OMS diz que o suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública e ser priorizado nas políticas públicas, afirmando ser possível a prevenção do ato. Transtornos mentais e alcoolismo contribuem para a prática. Apenas 28 países possuem programas de estratégias de prevenção do suicídio.

 

 

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