Terminou às 18h20 o segundo dia do julgamento dos policiais militares acusados de dois homicídios, uma tentativa de homicídio e lesão corporal ocorridos durante desocupação da Estrutural, em 1998. A sessão foi retomada às 9h desta terça (25), e a previsão é que o julgamento se estenda até a próxima sexta (28).
O juiz-Presidente do júri ouviu durante o dia de hoje seis testemunhas, entre elas o morador de apelido Azul, sobrevivente do confronto, mas que foi considerado morto pela polícia no dia dos fatos. Ele faz parte do programa de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas (PROVITA) e seu depoimento, o primeiro do dia, ocorreu sem a presença dos réus e do público.
Na sequência, foi ouvido outro morador da Estrutural, à época, que também pediu o esvaziamento do plenário e a retirada dos acusados.
Três testemunhas foram dispensadas pelas partes, inclusive um ex-parlamentar, a quem os moradores costumavam recorrer para reclamar das operações policiais de desocupação da área.
As outras quatro testemunhas ouvidas foram: o tenente-coronel da Polícia Militar (PMDF), que atuava na Corregedoria da PM, e responsável pela apuração dos fatos; o delegado da Polícia Civil (PCDF) lotado na Delegacia de Homicídios (DH), na época; o agente de polícia da DH que fez o relatório dos fatos; e o coronel da PMDF encarregado do inquérito policial militar.
Nesta quarta (26), o juiz pretende continuar a oitiva das dezoito testemunhas que ainda prestarão depoimento. A sessão está marcada para começar às 9h.