O ex-gerente Luzivan Farias da Silva, cost acusado de assassinar a tiros o empresário Leonel Evaristo da Rocha, proprietário da rede de restaurantes Bargaço, será julgado pelo júri popular. O juiz do
Tribunal do Júri de Brasília acatou os termos da denúncia, oferecida pelo Ministério Público do DF, e pronunciou o réu pelos crimes de homicídio e furto qualificados. Não há data prevista para o julgamento.
O crime ocorreu em abril deste ano, por volta das 22h15, na BR-450, no Setor de Postos e Motéis Sul, sentido Brasília- Núcleo Bandeirante. De acordo com a denúncia do MP, o réu teria matado o empresário para ocultar falcatruas cometidas quando era gerente de um dos estabelecimentos comerciais da vítima, em Fortaleza (CE).
Duas testemunhas no caso contrariaram a versão apresentada pelo réu, que afirmou ter sido vítima, junto com o empresário, de assaltantes que teriam abordado o carro onde os dois estavam. Laudo da perícia constatou vestígios de pólvora nas roupas de Luzivan, compatíveis
com pessoa que efetua disparos de arma de fogo.
Uma das testemunhas que passava pela rodovia viu Luzivan e outros dois homens conversando ao lado dos carros parados. Ao ficar sabendo da versão do gerente para o crime, a testemunha procurou a polícia espontaneamente, para narrar o que vira.
Os dois comparsas, reconhecidos por foto como os homens que conversavam com o acusado no momento do crime, são policiais militares e acusados de pertencer a um grupo de extermínio em Goiânia. Todos se falaram antes e depois do homicídio. O irmão do réu, Luís Carlos de Farias, que se encontra foragido, também participou da preparação da emboscada. Os policiais militares estão presos em Aparecida de Goiânia (GO).