Um inquérito foi instaurado para apurar o crime de feminicídio ocorrido na noite dessa terça-feira (6), na 406 Sul. De acordo com a Polícia Civil, informações preliminares apontam que o casal estava em processo de separação, o que pode ter motivado o crime.
Elson da Silva, de 39 anos, matou a companheira Romilda Souza, 41, com cinco tiros no quarto do apartamento da família, no terceiro andar do Bloco C, na SQS 406. Em seguida, ele atirou na própria cabeça usando a mesma arma, um revólver calibre 38.
Até o momento, ainda segundo a corporação, não há registros de ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal. Elson não tinha passagens pela polícia.
O delegado responsável pelo caso, João Ataliba Neto, informou que o revólver utilizado no crime pertence a uma terceira pessoa, que terá a identidiade preservada para não prejudicar a investigação.
“Pretendemos apurar como a arma de fogo chegou até o autor e qual foi a motivação para os atos praticados.
Aguardamos a conclusão dos laudos periciais de local e de confronto balísticos e a elaboração dos laudos de necropsia. Acreditamos que a investigação será encerrada no prazo legal de 30 dias”, concluiu o delegado.
Relembre o caso
Mais um caso de feminicídio foi registrado no DF nesta semana, às vésperas do Dia da Mulher. Na noite desta terça-feira (6), um homem identificado como Elson da Silva, de 39 anos, matou a companheira Romilda Souza, 41, com cinco tiros no quarto do apartamento da família, no terceiro andar do Bloco C, na SQS 406. Em seguida, ele atirou na própria cabeça usando a mesma arma, um revólver calibre 38. Os filhos do casal, de 3 e 4 anos, estavam com a avó materna no mesmo apartamento, mas não presenciaram a cena, pois o casal havia se trancado no quarto. Após ouvir os disparos, as crianças foram levadas pela avó para uma residência vizinha e, depois, para a casa de amigos da família.
O Corpo de Bombeiros recebeu chamado por volta das 20h50. Chegando ao local, uma equipe tentou socorrer os dois, mas apenas o homem ainda apresentava sinais vitais. Os bombeiros chegaram a iniciar os procedimentos para tentar estabilizá-lo, na tentativa de levá-lo ao hospital, mas ele não resistiu e morreu no apartamento.
A polícia ainda não sabe como Elson adquiriu a arma, que foi apreendida no local. Sabe-se que ele já havia trabalhado como vigilante, porém ainda não há nada que confirme como ele teria conseguido o revólver. Segundo testemunhas, o casal estava em processo de separação. No entanto, ainda não se sabe o que teria motivado o crime
De acordo com o síndico do bloco C, Paulo Melo, o casal morava há três anos no local. “Eles pareciam tranquilos. Sem indícios de brigas ou desentendimentos”, contou. Romilda era consultora do Sebrae e dona de uma casa lotérica no Paranoá, onde ambos trabalhavam.