A tarde deste domingo (14) foi marcada por emoção, aplausos e muitas histórias de vida na Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá. O espaço, um dos cartões-postais mais icônicos de Brasília, recebeu a 3ª edição do Casamento Comunitário de 2025, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), e oficializou a união de 100 casais em uma celebração gratuita com o tema Primavera do Amor.
Realizado às 17h, o evento reuniu cerca de 3 mil pessoas, entre familiares, amigos, autoridades e os próprios noivos. Esta foi a segunda vez consecutiva que a cerimônia ocorreu ao ar livre, na Concha, depois de deixar os espaços fechados do Pontão do Lago Sul. A ambientação, inspirada na estação das flores, trouxe cores e romantismo para o cenário, reforçando a grandiosidade da ocasião.
Os casais chegaram em carros de luxo, desfilaram por uma passarela exclusiva até o altar e contaram com palco especial para a celebração. A estrutura incluiu espaço para fotos, acomodações para os convidados e cerimonial completo, tudo sem custos para os participantes.
Histórias que emocionam
Entre os noivos, histórias de décadas de união e de sonhos finalmente realizados marcaram a cerimônia. Angélica Bispo, 36 anos, moradora de Samambaia, celebrou um relacionamento de 17 anos. “É um sonho que sempre quis. Desde que experimentei o vestido e me vi uma noiva de verdade, a ansiedade aumentou. Era tão longe da nossa realidade, porque é tudo tão caro e burocrático. Agora, um desejo que sempre foi nosso está prestes a acontecer”, contou, emocionada.
Outro exemplo foi o de Alex Santos, 27 anos, de Ceilândia, que oficializou a união com Mônica Santos, sua companheira há uma década. “É um grande sonho que eu sempre quis realizar. Eu e minha esposa sempre tivemos esse desejo de casar, e hoje, graças à iniciativa da Sejus, esse sonho está se tornando realidade”, afirmou.
Para muitos familiares, o evento também foi motivo de orgulho. Divan Tavares, 35 anos, morador do Recanto das Emas, foi acompanhar o primo Carlos Henrique e destacou a qualidade da ação. “É um evento muito bonito. A gente não conhecia e até comentamos que, se soubéssemos antes, teríamos casado aqui também. Tudo é oferecido: trajes, maquiagem, até o transporte de Uber cedido pela Sejus. É uma iniciativa nota dez”, disse.
Ação de cidadania
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o Casamento Comunitário vai além da simbologia. “É um sentimento de gratidão. A possibilidade de formalizar famílias que já existem há muito tempo é gratificante. Esse é o papel do Estado: atuar para que possamos oficializar juridicamente essas uniões. Mas é claro que um casamento glamoroso, com tudo que o casal tem direito, torna esse momento ainda mais especial. O sonho de cada casal se torna também o nosso”, afirmou.
O programa, instituído pelo Decreto nº 41.971/2021, garante segurança jurídica e acesso a benefícios como pensões, direitos sucessórios e inclusão em programas sociais. Desde sua criação, já contemplou mais de mil casais. Apenas em 2025, foram três edições que beneficiaram 300 uniões. A quarta, marcada para 7 de dezembro, também terá 100 vagas, com inscrições abertas no site da Sejus.
A iniciativa, que já se firmou como uma das ações mais emocionantes da secretaria, mostra que o amor pode ser celebrado em grande estilo, mas também com inclusão e cidadania. Ao som de músicas românticas e sob o colorido das flores e do pôr do sol, os noivos disseram “sim” diante de familiares e amigos, consolidando a Primavera do Amor como um dos momentos mais marcantes deste ano na capital.