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Brasília

Deficiente intelectual é atacado por cães em Ceilândia

Arquivo Geral

08/10/2017 14h24

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

Um ataque de cachorro deixou, na manhã deste domingo (8), duas pessoas feridas no Condomínio Casa Branca, no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Conforme o Corpo de Bombeiros, os animais tinham traços da raça pit bull e teriam avançado primeiro sobre um rapaz de 27 anos com deficiência intelectual. A segunda vítima foi um homem de 28 anos que tentou ajudar.

Ainda de acordo com a corporação, os cães teriam fugido por uma brecha no portão de um lote nas proximidades. Conforme vizinhos relataram aos militares, os donos da propriedade e dos animais não estavam em casa no momento do incidente e suas identidades ainda não foram reveladas.

A primeira vítima teve ferimentos no braço direito e dilacerações na panturrilha. Ele foi conduzido por uma ambulância dos Bombeiros em estado estável e consciente ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O segundo homem atacado também teve lesões nos braços e na panturrilha, mas de menor gravidade.

Um dos cachorros teria sido morto a pauladas por testemunhas do ataque enquanto o outro, uma fêmea, retornou ao lote onde mora após ter sido afugentada. Em um vídeo divulgado pelos Bombeiros, é possível ver o corpo do cão estirado entre pedaços de pau e pedras.

Memória

Um caso notório no Distrito Federal envolvendo cães da raça Pit Bull aconteceu em setembro de 2014, no Itapoã. Na ocasião, um dos três cachorros de estimação de um idoso de 81 anos, morador da quadra 1, atacou e matou o senhor pouco antes de ele colocá-los para dormir. A Polícia Militar foi chamada e teve de sacrificar os três animais, devido à agressividade constatada assim que chegaram ao local.

Saiba Mais

Animais de estimação ou de guarda como os responsáveis pelo ataque devem andar na rua sempre com focinheira, conforme a Lei Distrital 2.209/1998.

Segundo o Capítulo III, parágrafo 1º, da lei, “é permitida a permanência de cães nas vias e logradouros quando portadores de Registro Geral Animal (RGA) e conduzidos com coleira e guia”, com a resslava de os donos serem “pessoas com tamanho e força necessários a mantê-los sob controle”.

“Cães de grande porte, de raças destinadas a guarda ou ataque, usarão também focinheira quando em trânsito por locais de livre acesso ao público”, completa o parágrafo 2º.

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