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Brasília

Casa de prostituição funcionava sob fachada de massoterapia na Asa Norte

Estabelecimento ficava no subsolo de uma quadra comercial da 410 Norte e era divulgado por dois sites

Isabele Mendes

15/09/2026 17h53

Foto: PCDF

Uma casa de prostituição que funcionava sob a fachada de um estabelecimento de massoterapia foi fechada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na segunda-feira (14), na 410 Norte. O espaço ficava no subsolo de uma quadra comercial e era administrado por uma mulher, presa em flagrante durante a ação policial.

A investigação ficou a cargo da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, e começou após denúncias anônimas indicarem que o endereço era utilizado para a prestação de serviços sexuais mediante pagamento. A suspeita era de que também houvesse exploração econômica da prostituição de outras pessoas no local.

A divulgação do estabelecimento ocorria por meio de dois sites administrados pela responsável. Em uma das páginas, o endereço era apresentado como uma clínica de massoterapia, com a informação de que os atendimentos oferecidos não possuíam conotação sexual.

A outra página, porém, apresentava conteúdo diferente. Nela, mulheres eram anunciadas como “terapeutas ou “massagistas” em fotografias de caráter sexual, algumas com nudez, além de descrições relacionadas à obtenção de prazer. Apesar das propostas distintas, os dois sites indicavam o mesmo endereço e os mesmos números de telefone.

Em uma das páginas, o estabelecimento anunciava ainda contar com mais de 20 mulheres disponíveis para os atendimentos. A partir das informações reunidas durante a investigação, os policiais foram até o imóvel para verificar as denúncias.

Durante as diligências, segundo a PCDF, foram encontrados novos elementos que reforçaram as suspeitas sobre a atividade desenvolvida no espaço. A mulher apontada como responsável pela manutenção do estabelecimento acabou presa em flagrante.

No local, os agentes apreenderam documentos, anotações, aparelhos celulares e máquinas utilizadas para pagamentos com cartões de débito e crédito. O material será analisado pela Polícia Civil e poderá ajudar a esclarecer a dinâmica de funcionamento do estabelecimento e a participação de outras pessoas no caso.

As investigações continuam sob responsabilidade da 2ª DP.

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