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Brasília

Casa Abrigo oferece proteção às vítimas de violência doméstica

Arquivo Geral

03/02/2010 0h00

A Casa Abrigo, criada pelo GDF em l993 com o objetivo de proporcionar segurança às mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo meios para que superem o medo e denunciem os agressores, atendeu 1354 pessoas no ano passado. Administrada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), por meio da Coordenação para Assuntos da Mulher, a instituição acolhe mulheres e filhos que não podem permanecer em seus lares com segurança.

O procedimento de entrada na casa inicia quando a mulher, agredida pelo companheiro, registra ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Lá, elas são alertadas quanto às medidas de proteção e, se consentirem, são encaminhadas ao abrigo onde permanecem por 90 dias, em média, e procuram, neste período, reestruturar suas vidas.

As vítimas contam com o apoio integral como atendimento jurídico, doações de alimentos, consultas psicológicas, médicas, cursos de capacitação e vários outros benefícios. O atendimento psicológico é o que mais contribui na preparação das vítimas na volta à sociedade. A Casa Abrigo é a única instituição que presta esse serviço no Distrito Federal.

De acordo com a Coordenadora para Assuntos da Mulher, Valéria de Sousa, em 2009 foram realizados 1.215 atendimentos na área de saúde, incluindo exames e internações em hospitais. Também foram feitos outros 8.137 atendimentos, desde matrículas em cursos de capacitação, doações de remédios, alimentação e assistência social.  “O projeto é importante para que as mulheres superem os traumas e retornem a rotina. A Casa Abrigo resgata a auto-estima e possibilita que as vítimas recomecem a vida com independência emocional e financeira”, afirmou Valéria.

Agressores recebem tratamento psicológico

Paralelo ao trabalho da Casa Abrigo, existe o Núcleo de Atendimento e Prestação de Serviços Especializados à Família Vítima de Violência Doméstica, voltado principalmente para o agressor. “Assim que o juiz avalia o processo, este é encaminhado para o núcleo mais próximo da casa do agressor. Ele não é obrigado a participar do programa, mas essa é uma oportunidade de reabilitação”, informou a coordenadora para assuntos da mulher.

O tratamento é realizado durante seis meses por um grupo de psicólogos, fisioterapeutas, agentes sociais, pedagogos, médicos, advogados e voluntários que propõem terapias de grupo para a socialização do agressor. O núcleo foi criado em 2003, com um anexo em Samambaia. Atualmente, também está presente em Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Santa Maria, Paranoá, Planaltina e Plano Piloto, com o propósito de atender o maior número de famílias. Novos agentes sociais foram contratados para ajudar no acompanhamento às famílias que sofrem com a violência dentro de casa. Em 2009, o núcleo prestou 16.759 atendimentos.

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