Neste sábado (14) de Carnaval, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) intensificou ações de prevenção para garantir que os foliões aproveitem a festa com mais segurança. Quem participou do Bloco do Amor, na Plataforma Carnaval Monumental, no Museu Nacional da República, teve acesso gratuito a preservativos, gel lubrificante, autotestes de HIV e materiais educativos distribuídos em um estande montado ao lado do palco principal.
A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Até terça-feira (17), mais de 90 mil insumos serão disponibilizados aos organizadores de blocos carnavalescos. A distribuição ocorre no Espaço Acolher, estrutura montada para atender foliões durante os quatro dias de festa. Além dos insumos, o local oferece orientações sobre saúde sexual, redução de danos e prevenção à importunação sexual.
De acordo com a produtora do grupo responsável pelo espaço, Cristiane Dionísio, o objetivo é ampliar o acesso à informação e à prevenção. Segundo ela, o Espaço Acolher estará disponível para todos os blocos da Plataforma Monumental e contará com materiais informativos sobre cuidados durante o Carnaval, incluindo orientações sobre hidratação, exposição ao sol e uso de preservativos.
A rede pública de saúde também disponibiliza profilaxias pré e pós-exposição ao HIV, conhecidas como PrEP e PEP, em diversas unidades. Essas estratégias fazem parte da chamada prevenção combinada, abordagem que integra métodos biomédicos, comportamentais e estruturais para reduzir a transmissão de ISTs.
A gerente de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis e Tuberculose da SES-DF, Beatriz Maciel Luz, destaca a importância da testagem. Segundo ela, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento rapidamente, mesmo em casos sem sintomas. A especialista também orienta que pessoas com maior risco de exposição utilizem a PrEP e que, em situações de risco, busquem atendimento para avaliação da PEP.
Dados do último Boletim Epidemiológico da SES-DF indicam que jovens adultos concentram a maior parte dos casos. Entre 2020 e 2024, 42,6% das infecções por HIV no Distrito Federal ocorreram entre pessoas de 20 a 29 anos. No mesmo período, essa faixa etária representou 30% dos casos de aids.
No total, foram registrados 3.838 casos de HIV e 1.177 de aids em residentes do DF entre 2020 e 2024. Enquanto os números de infecção por HIV apresentam tendência de estabilidade, os casos de aids mostram redução no coeficiente de detecção, que passou de 8,5 por 100 mil habitantes em 2020 para 5,3 em 2024. As ações durante o Carnaval buscam ampliar o acesso à prevenção e contribuir para a redução da transmissão dessas infecções.

Com informações da Agência Saúde