Ana Clara Arantes
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O Carnaval está chegando e, com ele, fantasias, adereços, tintas para colorir o cabelo, maquiagens e muita empolgação. Em Brasília, o que bomba são os blocos. Neste ano, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), cerca de 2 milhões de pessoas deverão sair às ruas para se divertir nos quatro dias do reinado de Momo.
Com tantos foliões nas ruas, os lucros dos lojistas cresceram no Distrito Federal. O Sindivarejista aponta que, neste ano, 180 mil pessoas devem viajar para passar o Carnaval em outras cidades. No ano passado foram 300 mil. Portanto, são 120 mil clientes a mais que em 2017.
Com o número maior de foliões na cidade, os comerciantes da cidade têm o que comemorar. De acordo com Alexandre Feitosa, 35 anos, gerente de uma loja de fantasias no Taguacenter, as vendas aumentaram cerca de 30% se comparado ao mesmo período do ano passado. “Esse número deve subir para mais 30%, aproximadamente. Na última semana antes do Carnaval é quando as vendas mais crescem, inclusive acaba compensando os outros meses com baixo lucro”, conta.
Quem também tem motivos para celebrar é Meire Sousa, 43, gerente de outra loja no mesmo local. Ela afirma que as vendas estão melhores este ano e diz que nada melhor que o Carnaval para turbinar os negócios. “Pessoas que vão viajar para fora também compram suas fantasias ou adereços nas lojas da cidade”. Meire atribui o sucesso desse setor do comércio à variedade dos produtos. Ela acredita que o mercado diversificou nas fantasias e adereços, atraindo mais clientes.
A gerente conta que as fantasias mais procuradas são as de unicórnio e tiaras de variados estilos: “Unicórnio é a fantasia que mais tem saído, além dos adereços de cabelo, de vários tipos”, destaca.
Média de R$ 100
Quem sempre compra fantasias e adereços é a fisioterapeuta Camille Campos, 34. Ela revela que todo ano gasta em média R$ 100 com peças carnavalescas. Este ano, diferentemente dos anteriores, Camille vai curtir a folia na cidade e esbanja otimismo: “Vou passar o Carnaval no Parque da Cidade, acho que será bem animado”, declara.
Já Bruno Johnson, 30, educador físico, foi com a equipe de uma academia para comprar acessórios para o Carnaval. “A intenção é fazer a alegria dos alunos e sair da rotina”, revela. Ele conta que gastaram, em média, de R$ 100 a R$ 150, e que a cada ano o valor fica maior.
Quem teve a mesma ideia foi a turma de um estúdio de dança. Luciana Santos de Oliveira, 23, é instrutora de zumba e conta que, assim como Bruno, resolveu comprar adereços para colocar no estúdio. Ela e a equipe também fazem isso todo ano e costumam gastar, em média, R$ 100, dependendo do estilo de acessórios e da quantidade que compram.