O canteiro de obras da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (FACE) foi assaltado na manhã desta quarta-feira, 7 de julho. Dois homens armados amarraram oito pessoas que trabalham no local. Ninguém se feriu. A dupla, no entanto, levou seis telefones celulares, quatro cartões de crédito, três notebooks, documentos pessoais e aproximadamente R$ 160 em espécie. O crime foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
O assistente administrativo e funcionário da EHS Construtora, Adriano Bezerra, conta que os assaltantes tocaram o interfone do canteiro por volta das 10h. Os dois homens se identificaram como funcionários da empresa EngeMix, fornecedora de concreto para a obra. A entrada foi liberada e, em seguida, a dupla invadiu a sala do setor administrativo. As vítimas foram obrigadas a deitar no chão e tiveram as mãos atadas com uma fita plástica. A ação se repetiu em outras duas salas, onde trabalham fiscais e os engenheiros da obra.
Márcia Jardim Soares, fiscal do Ceplan, afirma que os bandidos agiram rapidamente. “Não foi mais do que cinco minutos. Mas parecia uma eternidade”, contou a vítima. Segundo ela, um dos homens cobria o rosto com um capuz preto e o outro usava um uniforme azul da empresa Real Engenharia. “Eles me mandaram deitar e não tive nem coragem de tentar olhar para identificar algum deles”, lembra o engenheiro Sebastião Luciano Bontempo. “Quem tentou me amarrar teve dificuldade e por isso me deu um cutucão com a arma. Foi a primeira vez que sofri um assalto”, completa.
Os assaltantes deixaram o local sem dificuldades, em um carro estacionado próximo à Faculdade de Estudos Sociais Aplicados (FA). “Quando nos soltamos corri para a saída da obra. Mas só consegui ver um carro escuro deixando o estacionamento”, afirma Adriano Bezerra. Logo em seguida, o engenheiro Leonardo Miranda, responsável pela obra, ligou para a polícia por meio do número 190. “Houve muita demora. Os primeiros a chegar foram os seguranças da prefeitura”, afirma.
INVESTIGAÇÃO – Agentes da 2ª DP estiveram no local em busca de vestígios da dupla. “Temos que verificar possíveis impressões digitais”, comentou Carlos Eduardo Republicano, delegado de plantão. Segundo ele, os celulares, mesmo que bloqueados pelas companhias telefônicas, são passíveis de rastreamento. “Os agentes vão entrevistar as vítimas e os demais trabalhadores da obra. Nesse tipo de situação costuma haver um repasse de informações sobre as rotinas do local”, afirma.
O reitor José Geraldo de Sousa Junior visitou a obra no período da tarde. Preocupado com os funcionários, o professor quis conversar com as vítimas e ouvir a polícia sobre o caso. “O alvo não era a empresa. A ação foi restrita ao canteiro e não parece uma ameaça à universidade. Minha preocupação maior foi com os funcionários”, disse.
DOCUMENTOS RECUPERADOS – Enquanto prestava queixa na delegacia, Elzi Araújo de Matos recebeu uma ligação de uma pessoa desconhecida. Uma mulher afirmou ter encontrado os documentos da técnica em segurança em uma via pública de Samambaia, nas proximidades do Parque Leão. Uma conta de telefone com o número de Elzi possibilitou que ela fosse encontrada.