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Brasília

Candangolândia ganhará unidade do CAPSi

Unidade promete diminuir a demanda pelos serviços à saúde mental de crianças e adolescentes na região

Vítor Ventura

04/03/2026 18h35

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O administrador regional da Candangolândia, Marcos Paulo, e o conselheiro tutelar, Luiz Edgar, correram para que o terreno na região fosse destinado para a construção do CAPSi. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília.

A região da Candangolândia deu um importante passo na luta pela melhoria da saúde mental da população. A Administração Regional da cidade confirmou que um terreno entre as Quadras 2 e 4 será cedido para a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi). A unidade deve atender a população não só da região, mas também de outras cidades próximas.

O administrador regional da Candangolândia, Marcos Paulo, afirmou ao Jornal de Brasília que a conquista do terreno foi articulada por diversos atores. “Foi uma luta com a participação de várias pessoas, de várias alas do governo, para poder chegar nesse momento, que ainda é um processo. A gente está no meio dele, que é trazer o CAPSi para Candangolândia”, comentou.

Uma das pessoas que lutou para que a unidade de saúde mental pudesse chegar à região foi o conselheiro tutelar, Luiz Edgar. Ele falou da importância do CAPSi não só para a Candangolândia, como também para outras cidades. “Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo 1, Riacho Fundo 2, Guará, Estrutural, SIA, Park Way e Cidade do Automóvel. Então, todas essas regiões vão ser beneficiadas”, declarou o conselheiro tutelar.

Para Edgar, “inclusão sem terapia é abandono”, por isso ele destacou a importância da construção do centro na região. O CAPSi é um serviço público de saúde que atende crianças e adolescentes que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes (até os 17 anos, 11 meses e 29 dias) ou sofrimento psíquico decorrente do uso de substâncias psicoativas (até 15 anos, 11 meses e 29 dias). Atualmente, o DF possui quatro unidades do CAPSi, sendo elas na Asa Norte, em Taguatinga, no Recanto das Emas e em Sobradinho.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), a saúde mental é prioridade estratégica na atual gestão. “Ressaltamos que a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do DF conta atualmente com 18 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), distribuídos entre as modalidades CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPSi e CAPS AD (álcool e outras drogas), organizados de acordo com os parâmetros populacionais estabelecidos pelo Ministério da Saúde e com a divisão por Regiões de Saúde”, indicou a pasta.

Demanda na região

De acordo com Marcos Paulo, a demanda pela construção de um CAPSi foi trazida pela população junto aos conselheiros tutelares. “A administração regional foi procurada em um primeiro momento e num segundo momento nós fomos procurados pela Secretaria de Saúde, que precisava de área. Aí nós oferecemos algumas áreas que poderiam servir, e a melhor área que se detectou foi justamente essa, em uma posição estratégica perto da escola, perto de paradas de ônibus para o pessoal ter acessibilidade”, explicou.

Ronan Araújo, superintendente da região de saúde Centro-Sul e médico, falou que o CAPSi é essencial para as crianças e adolescentes da localidade. “Como a região não dispõe desse serviço especializado, nós temos percebido um aumento expressivo na questão do adoecimento psíquico nas crianças e adolescentes”, comentou Ronan.

“Nós passaremos a acolher e também a atender os menores de 18 anos que muitas vezes estão em sofrimento psíquico grave. Aí vamos conseguir oferecer um atendimento multidisciplinar, seja ele individual seja em atividades em grupo também, com o objetivo de reintegrar essa criança ou esse adolescente à sociedade de uma forma que ele tenha o acompanhamento, tenha o seguimento e possa conviver normalmente, sem nenhum tipo de adoecimento”, enfatizou.

Agora, com o terreno destinado, o administrador regional explicou que o processo volta para a SES-DF. Perguntada pelos prazos até que a unidade seja construída, a secretaria não se manifestou até o fechamento desta edição. “Agora que temos um terreno que já foi transferido para a pauta da Secretaria de Saúde, nossa pauta agora é trabalhar na conscientização dos moradores para que eles entendam o relevante papel de um CAPSi aqui na nossa cidade”, completou Marcos.

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