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Brasília

Campus da UnB em Planaltina terá museu da ciência inédito no DF

Arquivo Geral

20/01/2010 0h00

Imagine um espaço inovador, com peças interativas em ambientes internos e externos que permita uma viagem pelo mundo da ciência, num passeio pela Astronomia, a Geofísica e a Química. Assim deve ser o Museu de Ciência da UnB, projeto inédito no Distrito Federal que vai funcionar no campus de Planaltina. O planejamento museográfico será feito pela empresa MBA Cultural, que assinou contrato para a realização do estudo nesta terça-feira, 19 de janeiro.


“Antes de dar incío à construção em si é preciso um planejamento prévio com base nas peças que vão compor o museu. A contratação de uma empresa especializada – no valor de R$ 127 mil – visa o máximo diálogo do espaço com a comunidade para facilitar o contato com a ciência”, comenta o diretor do campus de Planaltina, Marcelo Bizerril.


Uma mesa dinâmica que simula a movimentação do sistema solar. Um buraco no teto que permite aos raios solares de meio dia apontarem o dia do ano e da semana em uma régua calculadamente disposta no chão. Peças que dialoguem com o Cerrado. Esses são exemplos de instrumentos que poderão compor o lugar. “Mas podemos ir mais além nessa parceria inédita”, afirma Márcia Brandão, desenhista industrial da MBA que deve concluir o projeto até julho. Entre outras obras, a empresa carioca foi responsável pelos museus da Mata Atlântica e da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Bizerril espera que, com a o projeto em mãos, a obra seja licitada até o fim do ano. “Vamos ter que buscar parceiros para concretizar o projeto. Será um espaço inovador para o ensino e a pesquisa e que também vai favorecer a aproximação da comunidade externa”, observa ele, a frente de mil alunos e 70 professores em Planaltina. O planejamento será pago com recursos da Fundação Universidade de Brasília (FUB).

Mais espaço

Além do projeto museográfico, o reitor José Geraldo de Sousa Junior assinou contratos para mais três obras que devem ficar prontas até o fim do ano. O destaque é o prédio do Centro de Informática (CPD), que há 20 anos aguarda a saída do subsolo do Instituto Central de Ciências (ICC). “Além de alavancar a qualidade dos serviços, pois a maior parte dos R$ 5.493.542,51 investidos pela FUB será em modernas redes elétricas, a mudança do CPD vai abrir espaço no ICC”, ressalta o diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer, Alberto de Faria.


A Faculdade de Comunicação (FAC), que há um ano se tornou um verdadeiro canteiro de obras, terá o mezzanino concluído em 120 dias. “Temos pressa, pois esse espaço será essencial para recebermos o curso noturno”, comenta a professora Nélia Del Bianco sobre a obra no valor de R$ 605.431,48. Fechando o pacote de começo de ano, a UnB ganhará um bloco de salas de aula na área Norte, próximo aos pavilhões, que vai abrigar aulas de línguas e terá custo de R$ 2.142.515,74. Ambas as obras serão financiadas com recursos do Ministério da Educação, já assegurados.


O reitor José Geraldo destaca que as construções são parte fundamental para o crescimento da UnB, que, desde 2008, já ampliou sua capacidade em 75%. “É preciso ver essas obras mais que como empreendimentos e, sim, como um investimento social para que a educação cumpra seu papel”, afirmou ele, pedindo aos arquitetos e engenheiros envolvidos os cuidados necessários para assegurar a acessibilidade e a responsabilidade ambiental nos edifícios.

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