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Brasília

Campanha Cartão Vermelho para o Racismo caminha para atuar em nível nacional

Iniciativa lançada no DF ganha adesão institucional do Ministério Público e projeta expansão para outros estados, incluindo o Pará

Redação Jornal de Brasília

11/06/2025 18h04

Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

A campanha “Cartão Vermelho para o Racismo”, promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), deu um passo decisivo rumo à sua nacionalização. Em reunião realizada na segunda-feira (9), no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, apresentou o protocolo da campanha, que agora conta com a adesão institucional do órgão para expansão em nível nacional.

“Com a adesão do Ministério Público, damos um passo ainda mais firme para ampliar esse alcance e reafirmar nosso compromisso com o enfrentamento ao racismo em todas as esferas da sociedade”, afirmou a secretária.

O encontro contou também com a presença do subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus-DF, Juvenal Araújo, de representantes da CBF e de membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que já acompanham a campanha desde seu lançamento.

A campanha foi lançada em 4 de maio, durante a partida entre Vasco e Palmeiras, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Desde então, já marcou presença em outros dois jogos promovidos pela CBF: Aparecidense x Fluminense (11/5) e Capital x Botafogo (17/5), sempre com ações simbólicas de combate ao racismo, como a exibição coletiva de cartões vermelhos e faixas com mensagens antidiscriminatórias.

Cooperação técnica e expansão para o Pará

Com a adesão do CNMP, o próximo passo será a formalização de um acordo de cooperação técnica entre o conselho e a Sejus-DF. Durante a reunião, o promotor de Justiça Eduardo Falesi, do Ministério Público do Estado do Pará, manifestou interesse em implementar a campanha no estado, com previsão de estreia no clássico Remo x Paysandu, em 21 de junho, em Belém. Marcela Passamani foi convidada a participar da ação.

Plataforma de letramento racial

Além da articulação para a expansão da campanha, foi anunciado o desenvolvimento de uma plataforma online de letramento racial, voltada à capacitação de promotores, procuradores e servidores do Ministério Público em todo o país. O curso busca fortalecer a compreensão sobre o racismo estrutural e orientar boas práticas institucionais no enfrentamento às desigualdades raciais.

A primeira turma será formada nesta sexta-feira (13), às 9h, com um grupo de promotores e servidores do MPDFT. A proposta é que, no futuro, o conteúdo seja oferecido também aos profissionais que atuam no ambiente esportivo.

“A campanha Cartão Vermelho para o Racismo é um instrumento poderoso de transformação social”, destacou Marcela Passamani. “Com a parceria da CBF e, agora, do Ministério Público, conseguimos levar essa mensagem a milhões de brasileiros.”

Envolvimento institucional

O subsecretário Juvenal Araújo ressaltou a receptividade positiva da proposta pelos membros do CNMP e o compromisso de avançar com a formalização da parceria. Segundo ele, o sistema de Justiça pode ser uma peça-chave na disseminação da campanha em todo o país.

O presidente da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública do CNMP, Jaime de Cassio Miranda, também reforçou o papel do Ministério Público:

“Aderir a essa campanha contra o racismo nos estádios é uma extensão natural da missão do CNMP na defesa dos direitos fundamentais. Esperamos que, por meio da atuação capilarizada do MP, essa mensagem de tolerância e respeito seja levada ao país inteiro.”

Política distrital e impacto social

A campanha integra a Política Distrital de Prevenção e Combate ao Racismo nos Estádios, instituída pela Lei nº 22.084/2024, conhecida como Lei Vinícius Júnior, sancionada pelo Governo do Distrito Federal. A iniciativa reforça o papel do futebol como ferramenta de inclusão e transformação social.

Com a nova adesão e o compromisso de levar a campanha a outros estados, o “Cartão Vermelho para o Racismo” ganha força como política pública de combate ao racismo no esporte, promovendo uma cultura de respeito, igualdade e não discriminação em todo o país.

Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania

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