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Brasília

Caesb investe R$ 100 milhões para reduzir perdas de água e atender ao Marco Legal do Saneamento

Substituição de 550 mil equipamentos deve gerar economia equivalente ao abastecimento de 225 mil pessoas

Redação Jornal de Brasília

01/07/2025 17h34

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), firmou nesta segunda-feira (1º) um financiamento de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil. O objetivo é reforçar o combate às perdas de água na capital, atendendo às exigências do Marco Legal do Saneamento. O investimento será utilizado na substituição de mais de 550 mil hidrômetros nos próximos cinco anos.

“Vamos trocar 550 mil hidrômetros e, com isso, pretendemos diminuir as perdas e modernizar todo o sistema do Distrito Federal. Vamos continuar avançando cada vez mais”, afirmou o governador Ibaneis Rocha.

A medida visa aumentar a eficiência operacional da Caesb, reduzindo os custos com produção, transporte e tratamento da água. Essa melhoria tem impacto direto na tarifa paga pelos consumidores, uma vez que a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) considera a redução de perdas no cálculo da cobrança.

Segundo o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, o parque de hidrômetros de Brasília é antigo e precisa ser renovado. “Esse financiamento nos permitirá, nos próximos cinco anos, fazer a troca de 550 mil hidrômetros”, explicou.

Além de modernizar o sistema, a substituição deve evitar a chamada submedição — quando hidrômetros antigos registram um consumo menor do que o real. Isso pode mascarar vazamentos, dificultar o controle do uso e gerar prejuízos ao sistema. A expectativa é que a troca dos equipamentos resulte em uma economia de cerca de 500 litros de água por segundo, o equivalente a 15 milhões de metros cúbicos por ano. O volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 225 mil pessoas, ou quase seis mil piscinas olímpicas.

“É como se estivéssemos construindo uma nova estação de tratamento de água, sem afetar a natureza, apenas reduzindo o desperdício”, avaliou Reis.

Entre 2023 e 2024, a Caesb já substituiu mais de 150 mil hidrômetros, o que permitiu recuperar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de água por ano — o bastante para abastecer 60 mil pessoas. Também houve uma economia de mais de três milhões de quilowatts-hora em energia elétrica, evitando a emissão de gás carbônico na atmosfera.

O financiamento, firmado com o Banco do Brasil por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), prevê R$ 80 milhões financiados e R$ 20 milhões de contrapartida da própria Caesb. A companhia terá cinco anos de carência e mais dez anos para quitar o valor, totalizando 15 anos para a amortização da dívida.

Com informações da Caesb

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