O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi internado na noite de ontem, ás 22:30h, no Instituto de Neurologia de Goiânia. Segundo boletim médico divulgado pela clínica o paciente apresentava quadro agudo de diarreia, náuseas intensas, e severa perda de peso, já tendo perdido 18 quilos. Apresentava também quadro de stress e reação mista depressiva, desidratação, síncope (desmaio) e taquicardia”.
O paciente está internado para realizar exames complementares para diagnosticar o seu quadro de saúde. O boletim médico é assinado pelos médicos Cesar Leite, Alberto Lascasas e Salomão Rodrigues.
Histórico
Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que desarticulou a organização que explorava máquinas de caça-níquel em Goiás por 17 anos. As investigações chegaram ao então senador Demóstenes Torres, que foi pego em escutas telefônicas em conversas sobre dinheiro, supostamente fruto de propina. O trabalho de investigação atingiu ainda, mesmo que indiretamente, os governos do Distrito Federal, do petista Agnelo Queiroz, e de Goiás, do tucano Marconi Perillo.
Logo que foi preso, Cachoeira chegou a ser transferido para o presídio de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Em abril, foi transferido para o presídio da Papuda.
No início do processo, o advogado Márcio Thomaz Bastos foi contratado pelo contraventor. Vários pedidos de habeas corpus foram feitos pelos advogados de Cachoeira desde então, mas sem sucesso.
A repercussão do caso e o envolvimento de personagens públicos levaram o Congresso a criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Quando convocado a depor na comissão, em maio, permaneceu calado todo o tempo por orientação dos advogados.
Em julho, a noiva do contraventor, Andressa Mendonça, foi detida acusada de tentar chantagear o juiz federal responsável pelo julgamento do processo que envolve Cachoeira na Justiça de Goiás.
Logo depois, Márcio Thomaz Bastos anunciou que deixaria a defesa de Cachoeira. Em outubro, o TRF chegou a conceder um habeas corpus para Cachoeira, mas ele permaneceu preso por conta da decisão do Tribunal de Justiça do DF com relação à operação Saint Michel.