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Brasília

Buscas por desaparecidas ganham reforço

Arquivo Geral

24/05/2010 9h51

Chega hoje do Rio de Janeiro um equipamento disponibilizado pela Marinha para auxiliar nas buscas pelas jovens desaparecidas no naufrágio no Lago Paranoá. Segundo o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, o Side Scan é uma das mais modernas tecnologias do mundo para mapeamento de relevo subaquático por emissão de ondas sonoras. Essa é a primeira vez que a tecnologia vai ser usada no DF.
O comandante do 7° Distrito Naval, almirante Walter Carrara Loureiro, explica que a capacidade e reflexão das ondas emitidas pelo equipamento aceleram o processo de busca pela embarcação, que ainda não foi encontrada. “O Side Scan emite uma onda sonora. A onda bate nos objetos sólidos no fundo do lago e retorna numa espécie de mapa dos contornos por onde bateu. Caso as ondas sejam emitidas sobre a embarcação, veremos o seu desenho em uma tela dentro do barco”, explica.
Além dos mergulhadores, ontem, a equipe do Corpo de Bombeiros contou com apoio de um amigo do governador, Marcelo Cunha, que é dono de uma empresa de náutica.  Cunha disponibilizou um barco com sonar, que durante todo o dia analisou o relevo de localidades onde os mergulhadores não estavam fazendo a varredura.
A emoção das equipes que acompanharam as buscas durante o dia de ontem foram constantemente afloradas por uma série de alarmes falsos. Por volta de meio dia, o sonar identificou um ponto suspeito, e ao se aproximarem do local os cães labradores dos bombeiros, que participam da operação, demonstraram fortes indícios de haver ali matéria em decomposição. A equipe dos bombeiros fez uma série de mergulhos no local, mas nada foi encontrado. “O que dificulta é a visibilidade. Mesmo com lanternas, não conseguimos ver mais do que dois metros para a frente”, explica o tenente-coronel Williman Costa da Silva.
Imprecisão
Outra dificuldade apontada pelo Corpo de Bombeiros é a imprecisão do local. “O piloto não soube precisar o local do naufrágio. De qualquer forma, estamos fazendo um trabalho minucioso, com o uso de um GPS. Definimos o local das buscas num raio de 500 metros e o dividimos em pequenos pedaços de 50 metros cada. É como procurar uma agulha em um palheiro”, explica o tenente-coronel Rogério dos Santos. Por volta de 16h20 surgiram rumores de que a lancha desaparecida havia sido encontrada, mas a informação não era real.
Foram encontradas, porém, algumas peças de roupas e sapatos, mas a irmã das duas desaparecidas, Deane Cavalvante Ribeiro, de 24 anos, não identificou  como sendo das jovens. Deane fala da agonia que está sentindo. “Elas me ligaram por volta de meia-noite. Já estavam no barco. Colocaram uma música que eu gostava. A gente não sabe o que aconteceu depois”, lamenta.

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