Se alguém disser para os jogadores paulistas Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka que eles ficaram com a medalha de bronze entre as duplas do badminton no Pan, eles vão discordar. A derrota para a parceria dos Estados Unidos, ontem, de fato, rendeu o terceiro lugar. Mas, para eles, teve sabor de ouro. Só de subir num pódio pan-americano, os dois já entraram para a história da modalidade no País.
“O inédito é jogar com torcida nas arquibancadas. Em dois dias, apareci em todas as televisões, em rádios e jornais. Nem consegui dormir. Isso nos faz acreditar que a modalidade pode crescer no País. Parece que descobriram que o badminton existe”, comemorou Kumasaka.
A conquista não chegou mais longe porque a dupla não conseguiu passar pelos americanos Howard Bach, bicampeão mundial de duplas, e Bob Malaythong. A partida semifinal terminou em duplo 21/13. Hoje, a parceria dos Estados Unidos terá de encarar os canadenses Mike Beres e William Milroy na briga pelo ouro.
“Não acho que a culpa é do nervosismo pelo momento único. Os meninos dos Estados Unidos realmente jogaram melhor”, opinou o treinador Aluisio Ferreira. “A superioridade técnica deles é inquestionável. Mas essa medalha não tem preço. É nossa chance de conseguir mais visibilidade no Brasil”, apontou Aluisio.
A festa da torcida é prova disso. Com arquibancadas cheias, os dois receberam apoio durante toda partida. No final, tiveram de seguir a tradição e jogar as petecas para os torcedores. Pelo ritual, os vencedores fazem isso. Ontem, porém, mesmo com a derrota, a dupla brasileira sentiu o gostinho da tradição.
*Em parceria com a Universidade Católica de Brasília
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