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Brasília

BRB só vai publicar balanço com aporte de capital concluído, diz presidente

A estratégia visa evitar que a divulgação do balanço -que refletiria o impacto da operação- provoque uma crise de confiança no banco do Distrito Federal

Redação Jornal de Brasília

05/03/2026 5h52

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Foto: Agência Brasília

ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O BRB (Banco de Brasília) acertou com o Banco Central que só vai publicar o balanço de resultados de 2025 após a conclusão do aporte de capital para cobrir perdas causadas por empréstimos comprados do Banco Master.

A estratégia visa evitar que a divulgação do balanço -que refletiria o impacto da operação- provoque uma crise de confiança no banco do Distrito Federal. Essa é uma das preocupações atuais do Banco Central, órgão regulador do sistema bancário brasileiro.

O BRB marcou para o dia 18 de março a realização de uma assembleia geral de acionistas para aprovar as medidas de reforço no aporte de capital.

“Vou publicar o balanço com a solução”, disse à reportagem o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O documento só será divulgado nos últimos dias de março, o que já foi acordado com o BC, segundo o executivo.

O BRB tem hoje um cardápio de três medidas para a injeção de recursos no caixa do banco: a venda de cotas de um fundo imobiliário no valor de R$ 6,17 bilhões; de uma fatia de 49% da subsidiária BRB Financeira (cerca de R$ 1 bilhão); e a recompra de letras financeiras por R$ 3,8 bilhões.

“O único menu que não existe dentro do BRB é a pauta da federalização e da privatização. Se por acaso vier a ter essa pauta, não será comigo na presidência do banco”, afirmou Souza. Na última segunda, ele passou quase 12 horas explicando aos deputados da Câmara Legislativa do DF, em reunião fechada, a necessidade de aprovar o projeto que permite a capitalização do banco. O texto foi aprovado na casa.

O banco também espera recuperar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões de recursos das carteiras de crédito do Banco Master que foram cedidas à instituição do DF. O repasse dos fluxos financeiros está travado por conta da liquidação do Master, decretada pelo BC em novembro do ano passado. O BRB acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para que o liquidante do Master libere esses recursos.

Souza afirma que já tem três bancos (entre públicos e privados) com oferta firme para comprar cotas do fundo imobiliário formado com imóveis do governo do DF. “São bancos de S1 [designação dada pelo BC para os grandes bancos] do mercado financeiro”, disse.

O governo do DF vai colocar os imóveis no fundo e os bancos podem comprar as cotas, estimadas em R$ 6,17 bilhões.

O banco ainda teria um terreno ao lado do shopping Cidade Jardim, em São Paulo, que pelos cálculos de Souza valeria R$ 4 bilhões.

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