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Brasília

BRB lucra R$ 95,4 milhões no segundo trimestre

Crescimento foi de 69,7% em relação ao mesmo período do ano passado

Marcus Eduardo Pereira

29/08/2019 6h09

fotos do diretor-presidente Paulo Henrique Costa Fotos: Alan Rones/Divulgação BRB

Pedro Marra
redacao@grupojbr.com

O Banco de Brasília (BRB) divulgou na manhã de ontem, em coletiva de imprensa, o balanço semestral da nova gestão, que comemorou o lucro recorde no segundo trimestre de 2019, de R$ 95,4 milhões. O crescimento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 69,7%, com retorno sobre o patrimônio líquido médio de 19%.

O presidente do banco, Paulo Henrique Costa, comentou sobre a evolução do órgão, que registrou lucro líquido de R$ 160,9 milhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 18,9% em comparação ao período semelhante de 2018.

“Vamos melhorar os nossos produtos de investimento com uma plataforma digital (aplicativo para celular) até o final do ano, seguindo movimento que o mercado já tem feito. E o segundo semestre vai ser muito direcionado à aproximação com o setor produtivo, imaginando que a economia comece a apresentar melhora. O que se pode esperar é uma atuação do BRB próximo aos empresários, visando fomentar o investimento e as condições de capital de giro e, desta forma, diminuir o desemprego. Ter um BRB crescendo e se modernizando no DF”, afirmou Costa.

O presidente acredita numa retomada da identificação do banco com a cidade, diante do cenário de instabilidade econômica do país. “Estamos no caminho da retomada do fortalecimento de um banco com uma característica genuinamente local. Com isso, a busca é de mais agilidade, aproximação dos nossos clientes de pessoa física, sejam servidores ou não, do setor produtivo, exercendo papel de banco de fomento indutor da geração de atividade econômica, do emprego e melhoria da qualidade de vida, ampliando o nosso portfólio de produtos, se tornando cada vez mais competitivo, e de uma maneira inovadora, se tornando cada vez mais moderno”, enfatizou.

Queda na inadimplência

Muitos fatores contribuíram para o bom resultado do BRB no primeiro semestre. O banco comemora, por exemplo, a redução do índice de inadimplência, que caiu 0,6 pontos percentuais no fim do primeiro semestre. Outra melhora envolve a margem financeira do banco, que atingiu R$ 501,8 milhões, representando um crescimento de 2,5% em relação ao segundo trimestre de 2018.

Com a ideia de gerar aproximação com os clientes, a divulgação do balanço foi realizada intencionalmente no Dia do Bancário. O evento também serviu para limpar a imagem do banco de vez. “Esta reorganização não se deu exclusivamente no banco, mas envolveu cada empresa subsidiária”, afirmou o presidente.

Esta repaginação se refere diretamente à operação Circus Maximus, deflagrada pela Polícia Federal e que teve como alvo uma suposta organização criminosa do BRB.

Como medida, a instituição afastou membros da diretoria à época. Os diretores Financeiro, de Relações com Investidores e de Serviços e Produtos deixaram o quadro do banco. Oswaldo Serrano de Oliveira assumiu os cargos.

Outra novidade do BRB é uma parceria junto a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e o New Development Bank (NDB) com o objetivo de buscar recursos internacionais a serem investidos em projetos de desenvolvimento sustentável no DF. As instituições se comprometeram em assinar acordo de cooperação técnica para formular uma carta-consulta que deve ser submetida ao NDB e ao Ministério da Economia ainda este ano.

A ideia é que o BRB ofereça linhas de financiamento a baixo custo para pessoas físicas e jurídicas. Serão feitos, por exemplo, investimentos em soluções de mobilidade urbana de baixa emissão de poluentes e fontes de energias alternativas, como a fotovoltaica.
Concurso

O presidente Paulo Henrique Costa adiantou que o banco pretende aumentar o quadro de funcionários com abertura de mais concursos futuramente. “O BRB está direcionado ao crescimento, então esperamos aumentar o nosso quadro de pessoal. Recentemente, lançamos três concursos, direcionados a escriturário, carreiras técnicas e a advogado com 113 vagas, que imaginamos preencher, no mais tardar, no início do ano que vem, com cadastro de reserva de 1 mil vagas. Ao longo do crescimento dessa expansão, seja física, regional ou do banco digital, a gente vai precisar de mais gente para nos ajudar no dia a dia”, prevê Costa.

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