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Brasília

Brasilienses aproveitam o dia de sol e caem na folia

Arquivo Geral

01/02/2016 7h00

Bianca Moura

Especial para o Jornal de Brasília

A uma semana do início oficial do Carnaval, em um fim de semana de calor, o folião não quis saber de ficar em casa e ocupou os espaços livres de uma Brasília sem chuva. Pelo menos, 12 bloquinhos foram às ruas, mostrando que a tradição do carnaval de rua se integrou ao calendário de eventos da cidade.

O brasiliense poderia escolher, ontem, entre cinco alternativas de bloquinhos. E tinha opção para todos os gostos: do maracatu do Bloco Livre, que ocupou o Eixo Monumental, ao estilo brega do Cafuçu do Cerrado, no Setor Bancário Norte. Todos iniciaram os trabalhos por volta das 14h e encerraram perto de meia-noite. Até o fechamento desta edição, nenhuma ocorrência grave foi registrada .

Inspirado na cultura carnavalesca da Paraíba e de Pernambuco, o Cafuçu do Cerrado animou os brincantes pelo quarto ano consecutivo. Para Lucas Formiga, um dos organizadores, a combinação de frevo, brega e clássicos do axé dos anos 1980 e 1990 é um dos atrativos do bloco, que, este ano, chegou a reunir cerca de 3,5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar de Brasília.

“O Carnaval de Brasília chama a atenção do público há alguns anos. Com a criação dos blocos alternativos, os estilos musicais se diversificaram. O que falta é fazer o brasiliense sair de casa para apreciar a festa dos blocos”, explica o produtor cultural. Os presentes não fizeram feio no quesito imaginação, teve gente fantasiada de personagens cômicos, como o Borat, do filme homônimo, criado pelo ator britânico Sacha Baron Cohen, e quem parecesse saída da superprodução bíblica Os Dez Mandamentos, em cartaz nos cinemas.

Um grupo que curtia a festa no Cafuçu fez questão de se divertir a caráter. O administrador William Valença, 45 anos, foi a diversos blocos no fim de semana, sempre fantasiado e acompanhado dos amigos Pablo Oliveira, 30, Talitha Oliveira, 30, e Sarah Bartolo, 33. “O Carnaval está alto nível, mas as pessoas precisam entrar no clima da brincadeira e sair de casa com máscaras, pelo menos”, opina William.

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