Após o dia mais quente da história do DF, o morador da capital pode esperar uma semana com altas temperaturas. Os 36,4 ºC registrados ontem, com 11% de umidade relativa do ar, bateram o recorde e, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), podem acontecer de novo na quarta-feira. A previsão de temperatura máxima para os outros dias é de 35 ºC.
Entre as consequências do calor estão incêndios florestais e residenciais. Até o fechamento desta edição, o Corpo de Bombeiros havia divulgado pelo menos seis ocorrências no domingo, sendo duas em Águas Claras.
Segundo o Inmet, este ano o período de chuvas está atrasado e, portanto, o calor está mais intenso em relação a 2014. Existe uma massa de ar seco sobre a cidade que deve persistir até a próxima sexta-feira. A umidade para a semana, assim como durante o sábado e domingo, deve variar entre 55% e 15%. Devido a isso, o instituto emitiu estado de alerta ontem. E chuva, para valer, pode ocorrer só no início de novembro.
Parada mais vazia
O calor fez com que as ruas da cidade ficassem vazias e manifestações como a Parada do Orgulho LGBTT de Ceilândia registrassem um décimo dos participantes em relação a edições anteriores. “O horário de verão também foi um problema para a gente, porque recebemos público de toda a cidade”, atestou Alisson Prata, organizador.
A parada, segundo a Polícia Militar, reuniu entre 400 e 500 pessoas até as 19h. De acordo com Prata, houve comparecimento de até oito mil participantes em manifestações passadas. Esta foi a sétima edição do movimento em Ceilândia, cuja ideia principal era repudiar o conceito de família apenas como união entre homem e mulher.
O organizador reclamou da falta de apoio do governo, citando também a Câmara Legislativa e o Congresso Nacional. “Queremos politizar quem vem ao movimento”, declarou.
Saiba mais
Em Águas Claras, houve um incêndio em um apartamento, na madrugada de ontem, e outro em um prédio em construção, por volta das 13h, que mobilizou 35 militares.
Segundo os bombeiros, houve fogo também em vegetações nas margens de rodovias e em Planaltina, mas sem o registro de vítimas até o fechamento desta edição.