O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, entrou no século 21. E o fez com o pé direito: seu terminal de passageiros principal ganhou duas novas alas e 16 novas pontes de embarque. O conjunto de obras aumentou a capacidade de 16 milhões para 25 milhões de pessoas por ano – uma expansão de 56% – e legou à capital federal um aeroporto digno de sua importância.
Com a construção dos píeres Sul e Norte, as novas alas de embarque e desembarque doméstico e internacional, a área destinada aos passageiros no JK passou de 80 mil para 120 mil metros quadrados. O pátio de aeronaves, outro elemento crítico para a ampliação da capacidade de um aeroporto, cresceu mais de duas vezes e meia. O número de vagas para automóveis mais do que dobrou com a inauguração de um segundo estacionamento.
A reforma foi feita pelo consórcio Inframérica, que arrematou a operação do aeroporto em 2012, na segunda rodada de concessões aeroportuárias feitas pelo governo federal. Foi a primeira a ser entregue num aeroporto concedido.
Ela integra um pacote de investimentos do governo federal que permitiu uma ampliação sem precedentes nos maiores aeroportos do país entre 2011 e 2014. Somente a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) gastou R$ 4,5 bilhões nesse período. Somados aos investimentos feitos nos quatro aeroportos concedidos à iniciativa privada (Guarulhos, Viracopos e São Gonçalo do Amarante, além de Brasília), esses recursos chegam a R$ 11,3 bilhões.
Isso fez com que os aeroportos que atendem as capitais brasileiras chegassem ao mês da Copa do Mundo com um salto na sua capacidade. Eles se tornaram capazes de acomodar por ano mais 70 milhões de passageiros – o equivalente a seis vezes a população de São Paulo, maior cidade do país.
No começo de 2011, os maiores aeroportos do Brasil podiam receber 215 milhões de viajantes. Agora, a capacidade é de 285 milhões de pessoas por ano. No fim de 2014, com a finalização do novo aeroporto de Viracopos, ela será de 295 milhões de passageiros por ano.
A mudança foi mais acelerada nos concedidos: somente entre 2012 e 2014, eles tiveram sua capacidade ampliada em 57%. Até o final deste ano, a expansão terá sido de 76%.
Esta é a maior injeção de recursos que os aeroportos brasileiros já receberam num curto período de tempo. Ela atende à forte expansão na demanda no país na última década, quando o uso do avião quase triplicou.
“Já podemos perceber nitidamente que o transporte aéreo brasileiro entrou em outro patamar. Os investimentos feitos pelo Governo Federal, além da iniciativa de conceder aeroportos para administração privada, colocaram-nos de vez no século 21”, afirmou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. “A tendência é que cresçamos cada vez mais, trazendo conforto, modernidade e segurança para passageiros brasileiros e estrangeiros”, acrescentou.
Números
De 2011 até o momento, foi construído 1,4 milhão de metros quadrados de novos pátios, o equivalente a 167 campos de futebol como o Maracanã. Além disso, foram criadas 270 vagas de estacionamento para aeronaves comerciais tipo Boeing-737, que têm capacidade para cerca de 200 pessoas.
Os principais aeroportos do país também receberam 65 novas pontes de embarque, o que representa 39% a mais. Outras 34 serão entregues até o fim deste ano.
A área de terminais de passageiros nos aeródromos brasileiros passou de 1,1 milhão de metros quadrados para 1,5 milhão de metros quadrados. No fim de 2014, serão 47% de expansão, já que a área total será de mais de 1,7 milhão de metros quadrados.