Barcelona-1992, Atlanta-1996, Sidney-2000 e Atenas-2004. O que essas edições dos Jogos Olímpicos têm em comum? A eliminação da seleção brasileira na semifinal do torneio feminino de vôlei. Primeiro, o carrasco foi a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), futura Rússia que acabaria com o sonho verde-amarelo em 2004. Entre esse dois traumas, o grande carrasco das meninas do Brasil foi Cuba.
Agora, em 2008, o adversário é diferente, mas não menos complicado: a China, atual campeã olímpica e dona da casa – a expectativa é que os 18 mil lugares do ginásio da Capital sejam ocupados por fanáticos torcedores orientais, a partir das 9 horas da manhã (horário de Brasília). Independente do passado, o técnico José Roberto Guimarães assegura: a equipe está pronta.
“Nosso treinamento é competitivo, estamos preparados para qualquer coisa, para sair na frente, para sair atrás, para jogar com a China, com a Rússia, com Cuba. Eu só penso no meu time”, afirmou o treinador, que descarta qualquer relação desta semifinal com a da Grécia, quando o Brasil chegou a ter 24 a 19 no quarto set com 2 sets a 1 no placar, mas perdeu o jogo.
“São situações totalmente diferentes. Tivemos pouco tempo de trabalho com aquele grupo de Atenas, eu assumi no final do ano anterior. Daquele jogo contra a Rússia, não vamos aproveitar nada. Só posso dizer que hoje o time está muito bem”, explicou Zé Roberto.
Para derrubar a China da consagrada levantadora Kun Feng, além da perigosa central Zhao Ruirui, o técnico promoveu um treino secreto nesta terça-feira. Na saída, deu uma dica para os jornalistas sobre o que esperar do Brasil na luta por uma vaga na inédita final. “A número sete Suhong Zhou da China é o motorzinho do time. Se deixarmos ela jogar, a China vai bem”, destacou.
Fabi, por sua vez, detalhou um pouco a tática verde-amarela. “Temos que parar as jogadas rápidas por trás da China com o nosso saque”, analisou a líbero. Capitã da equipe, a levantadora Fofão acredita que o Brasil possa jogar de uma forma ainda melhor àquela que faz do time o único que ainda não perdeu sets na competição. “Espero que a gente possa jogar ainda mais do que estamos fazendo”, prometeu a atleta.
A outra semifinal do vôlei feminino será entre Cuba e Estados Unidos a 01h30 (horário de Brasília).
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