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Brasília

Brasil busca em Pequim sua melhor participação na história dos Jogos

Arquivo Geral

07/08/2008 0h00

A delegação brasileira levará aos Jogos Olímpicos de Pequim – cuja abertura oficial será nesta sexta – 277 atletas, sendo 145 homens e 132 mulheres, com os quais espera superar a melhor marca histórica de medalhas no torneio o qual participará em 32 modalidades.


Até agora, a melhor participação brasileira foi nos Jogos de Atenas, quando terminou em 16º no quadro de medalhas, com cinco ouros, duas pratas e três bronzes.


Já nos Jogos de Atlanta, em 1996, o Brasil conquistou seu maior número absoluto de medalhas, com 15, sendo que apenas três de ouro.


Para tentar superar esse recorde, o país conta com grandes candidatos em esportes nos quais nunca subiu ao pódio, como a ginástica esportiva.


No torneio masculino, o grande trunfo brasileiro é o bicampeão mundial nos exercícios no solo, Diego Hypólito, que se recuperou rapidamente de cirurgia e é um dos maiores favoritos ao ouro.


Entre as mulheres, a jovem Jade Barbosa, de 17 anos, é uma das maiores apostas nos saltos, no solo e na geral individual, categoria na qual faturou o bronze no Campeonato Mundial de Stuttgart de 2007.


A natação, que já revelou nomes como Ricardo Prado, Djan Madruga, Gustavo Borges e Fernando Scherer, o Xuxa, tenta o primeiro ouro de sua história.


Finalista em Atenas, Thiago Pereira preferiu deixar de competir em quatro provas para se concentrar nas que tem mais chances de obter o primeiro ouro brasileiro, os 200 e 400 metros medley, e nos revezamentos dos 4×200 metros.


O nadador de 22 anos, que no ano passado se tornou o maior medalhista em uma única edição dos Jogos Pan-americanos com oito conquistas, sendo seis de ouro, promete ser um dos maiores obstáculos do americano Michael Phelps para superar o recorde de sete ouros em um mesmo torneio olímpico – estabelecido por Mark Spitz, também dos Estados Unidos.


Além de Thiago, o grande candidato brasileiro é César Cielo, que nadará os 50 e 100 metros livre.


Já César Castro tem chances de medalha nos saltos do trampolim de três metros, categoria na qual já disputou a final em Atenas e recentemente obteve o ouro nos Campeonatos Sul-Americanos.


Nem mesmo os tropeços na reta final da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, fazem a seleção de vôlei masculino perder a condição de favorita. Além de grandes titulares, o técnico Bernardinho conta com bons reservas, além de várias opções táticas. Tudo para conquistar novamente o ouro, depois dos títulos em Barcelona e Atenas.


O meio-de-rede André Heller disse à Agência Efe que espera que o time “aprenda a lição” com as derrotas na semifinal e decisão do terceiro lugar na Liga.


“Espero que o resultado afete o grupo, embora saiba que não é a melhor forma de aprender uma lição”, afirmou.


Já o levantador Marcelinho disse que a equipe precisa corrigir os erros até o início dos Jogos.


“Precisamos corrigir os erros até Pequim. Poderemos pegar os EUA novamente, precisamos ficar atentos”, disse o jogador, referindo-se ao algoz da seleção na semifinal da Liga.


Já a seleção feminina quer o título por outro motivo: perder o estigma de falhar nas horas decisivas.


No vôlei de praia feminino, uma importante baixa: a dupla brasileira mais cotada não poderá atuar junta em Pequim. Uma lesão no joelho direito tirou Juliana dos Jogos, sendo substituída na dupla com Larissa pela ex-jogadora das quadras Ana Paula.


Com 14 medalhas, a vela é o esporte mais bem sucedido do Brasil em Jogos Olímpicos. Em Pequim, o país contará mais uma vez com a experiência do supercampeão Robert Scheidt, ouro em Atlanta e Atenas e prata em Sydney, todas na classe Laser.


Agora, Scheidt participará da Star, ao lado de Bruno Prada, ao lado do qual foi campeão mundial em Estoril, em 2007.


Na classe RS:X, Ricardo Winicki, o Bimba, é um dos favoritos e espera superar o acidente de percurso que o deixou de fora do pódio em Atenas. Para o velejador, o título mundial conquistado em 2007 foi uma injeção de confiança.


“Provei para mim mesmo que sou capaz de subir no pódio em um campeonato tão importante e também por posso competir tranqüilo”, disse à Efe.


Depois da vela, o judô é o esporte que mais deu medalhas ao Brasil nos Jogos Olímpicos. Em Pequim, as chances de a tradição ser mantida são grandes, já que lá estarão o meio-leve João Derly, o meio-médio Tiago Camilo e a médio Mayra Aguiar, sérios candidatos em suas categorias.


No futebol masculino, às voltas com problemas na liberação de jogadores que atuam na Europa e com críticas ao técnico Dunga, a seleção terá como maior estrela Ronaldinho Gaúcho, remanescente dos Jogos de Sydney, e que liderará a equipe que busca o primeiro ouro olímpico na modalidade.


Outro destaque da equipe é o meia Anderson, que vem de boa temporada no Manchester United e disse à Efe que encara a competição como um grande desafio.


“Sempre gostei de desafios e tenho muita vontade de vencer. Uma medalha de ouro iria marcar esta geração para sempre”, afirmou.


Já entre as mulheres, há a categoria da atacante Marta – eleita a melhor jogadora do mundo por dois anos consecutivos – como grande trunfo para buscar um ouro também inédito.


No atletismo, o Brasil tem candidatos à medalha em várias modalidades. No salto triplo, Jadel Gregório – prata no Mundial de Osaka, em 2007 – tentará dar seqüência à trajetória de vitórias seguida por Adhemar Ferreira da Silva, Nélson Prudêncio e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo.


Maurren Maggi é o destaque entre as mulheres, no salto em distância, além de Fabiana Murer, que terá no salto com vara a dura concorrência da recordista mundial, a russa Yelena Isinbayeva.


 

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