O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) está reforçando as orientações de segurança para praticantes de trilhas e atividades em áreas naturais, destacando a importância do planejamento para evitar riscos desnecessários.
De acordo com a tenente Letícia Medeiros Alves Frinhani, trilhas não devem ser tratadas como passeios improvisados. É essencial definir o percurso, avaliar a dificuldade, verificar o horário e observar as condições climáticas antes de iniciar a jornada. ‘Em ambiente natural, qualquer imprevisto pode se agravar rapidamente’, alerta a oficial.
Uma recomendação fundamental é nunca realizar trilhas sozinho: avise alguém sobre o trajeto e o horário previsto de retorno, facilitando o acionamento de socorro em caso de necessidade. Fatores climáticos representam riscos significativos, especialmente em áreas próximas a rios e cachoeiras, onde pode ocorrer o fenômeno da cabeça-d’água, com subida repentina do nível do rio. Sinais como mudança na cor da água, aumento da correnteza ou descida de galhos exigem saída imediata do local.
Em situações de emergência, se a vítima não puder se mover, uma pessoa deve permanecer ao seu lado para garantir segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sem expor mais indivíduos ao risco. Evite trilhas no fim da tarde ou à noite, priorizando saídas matinais para melhor visibilidade e tempo de luz natural.
A comunicação limitada em áreas remotas é outro desafio, pois muitas trilhas não têm sinal de telefonia. Por isso, o planejamento prévio é crucial, e em percursos longos, considere equipamentos de comunicação alternativos.
As equipes do CBMDF atuam de forma multidisciplinar em resgates, integrando salvamento, atendimento pré-hospitalar e estratégias adaptadas ao terreno. O uso de equipamentos adequados reduz riscos e facilita o trabalho dos profissionais: opte por calçados com solado antiderrapante, leve água suficiente, apito para sinalização, cobertor térmico e kit de primeiros socorros.
Praticantes experientes, como a professora de educação física Patrícia Faim Arruda, reforçam essas orientações com base em sua vivência. ‘Nunca deixe ninguém para trás’, enfatiza, recomendando o acompanhamento de guias em trilhas desconhecidas e um preparo físico adequado, incluindo fortalecimento muscular e treinos cardiorrespiratórios.
A escolha do calçado deve ser cuidadosa: evite modelos novos e prefira os já amaciados. Além da segurança individual, respeite o ritmo do grupo e adote responsabilidade ambiental, levando de volta tudo o que foi levado, sem deixar lixo.
Planejamento, atenção e responsabilidade são chave para transformar trilhas em experiências seguras, concluem as fontes consultadas.
Com informações da Agência Brasília